segunda-feira, 26 de outubro de 2015

OBTENHA IMPERMEABILIDADE EMOCIONAL

Era uma vez um pato que estava nadando num belo lago que ficava dentro das dependências de um parque municipal. Ele ia de um lado para o outro, flutuando sobre as límpidas águas daquele lugar. À beira daquele lago, estava uma esponja (dessas que usamos para lavar louça) que, assentada sobre a grama, observava com atenção os movimentos daquele pato. O pato percebeu que a esponja não tirava seus olhos dele e de vez em quando acenava em sua direção.
Desejando saber o que esponja queria, o pato se aproxima e pergunta:
- Olá, em que posso ajudar?
-  Oi, seu pato, sou a dona esponja. Eu tenho uma dúvida e queria que o senhor me ajudasse.
- Diga, por favor.
-  Como foço para flutuar sobre as águas igual a você?
- Na verdade, não sei, dona espoja. Só sei que entro na água e flutuo.
-  É tão simples assim?
- Sim.
- Será que eu consigo fazer o mesmo?
- Não sei. Por quê você não tenta?
- Infelizmente hoje não posso. Eu não trouxe minha roupa de banho.
- Tudo bem, assim que você estiver disposta a entrar na água, me fale, que vou lhe ajudar.
- Ok, obrigada.
Eles se despediram. O pato foi nadar e a esponja foi pra sua casa.
Dias depois a esponja chega ao lago vestida com roupa de banho, trazendo consigo uma bóia, preparada para flutuar igual ao pato. Ela procura por ele, mas não o encontra.
- Vou esperar um pouquinho. - ela pensa.
Depois de duas horas de espera, a esponja decide entrar na água dentro de sua bóia, sem a ajuda do pato. Chegando lá no meio do lago ela experimenta pular na água para ver se consegue flutuar. No entanto, a natureza da esponja é absorver todo o líquido a sua volta. Assim, ela começa a afundar rapidamente. Desesperada, ela grita por socorro. Já sem fôlego, ela imediatamente começa a submergir.
Quando está próxima do fundo, alguma coisa a segura pelas costas. É o seu amigo pato, que a puxa para fora da água e a carrega até a beira do lago. Depois de alguns segundos desacordada, a esponja abre os olhos.
- O que houve? – pergunta.
- Você quase morreu afogada. – responde o pato. – mas ouvi seu grito e fui ligeiramente ao seu encontro.
- Muito obrigado meu amigo. Devo a você a minha vida. O que posso fazer para lhe retribuir?
- Você não me deve nada, minha amiga.
- Não há nada realmente que eu possa fazer?
- Relaxa. Não precisa. Fica na paz.
- Então deixa eu te dar um abraço?  - pede a esponja.
- Sim. Com certeza.
A esponja se aproxima e abraça o pato. Depois de abraça-lo, a esponja percebe que alguma coisa gordurosa, que estava nas penas do pato, ficou nela.
- Credo! O quê essa coisa oleosa que você tem nas suas penas? – pergunta a esponja.
- Eu não sei. – responde o pato. – Só sei que toda vez que tento limpar minhas penas esse óleo sai de minha glândula uropigial, que fica localizada por de trás de minha calda, e passo essa secreção oleosa no meu corpo. Interessante que, sempre que faço isso, me sinto mais limpo, mais leve.
-  Limpo? Leve? Que nada. Fazendo isso você fica com suas penas toda gordurosa.
- E o que você sugere?
- Sugiro um banho com sabão e detergente.
- Como assim?
- Você está falando com a pessoa certa. Eu sei o que é limpeza. Trabalho com isso o tempo todo. Se quiser ficar limpinho de verdade, deixe-me cuidar de você. Será minha retribuição por ter salvado a minha vida.
- Então OK, dona esponja. Vá em frente.

A esponja toda animada, trás sabão, detergente, uma mangueira dágua e começa a lavar o pato. Depois ela trás uma toalha e um secador de cabelo. E, com muita dedicação, enxuga o pato e o seca. Meia hora depois o pato está branquinho, sequinho e cheiroso.
- Pronto! Isso que é limpeza. – diz a esponja tocando as penas macias e sequinhas do pato.
O pato, muito feliz pelo resultado, agradece a esponja e entra no lago. Mas algo estranho acontece. Ele começa a afundar e gritar por socorro. A esponja entra em pânico e clama por ajuda, mas infelizmente ninguém aparece, e o pato agonizante, morre afogado. Agora a esponja lamenta a morte do seu amigo pato, sem compreender que seu trágico fim, deve-se ao fato dela ter tirado de suas penas a secreção oleosa que dava impermeabilidade às mesmas e lhe fazia flutuar sobre as águas.

Segundo pesquisas, logo abaixo da cauda do pato está localizada a glândula uropigial, que produz a secreção oleosa que salva o pato de sair encharcado de cada mergulho. Ele retira cuidadosamente o óleo com o bico e o espalha por todo o corpo. Se alguém lavar um pato com água e sabão, ele se afogará no primeiro mergulho. Mas o pato não é a única ave privilegiada com esta proteção. Praticamente metade das aves possuem a tal glândula uropigial.

Dos fatos acima podemos tirar as seguintes lições:

1 - O padre e escritor João Carlos Almeida, diz em seu livro “Como Liderar Pessoas Difíceis” que, ao lidar com pessoas complicadas, é fundamental que desenvolvamos um mecanismo de proteção parecido com o do pato. Não podemos ser como as esponjas, que absorvem tudo ao redor, mas impermeáveis como o pato. Nosso grande erro é permitir que as críticas e sentimentos negativos atinjam nossas emoções e bloqueiem nossos recursos internos. Isso não significa que devemos nos tornar surdos e cegos à opinião de outras pessoas, mas que devemos aprender a filtrar o que é realmente importante para o nosso crescimento. 

2 – A história mostra que aqueles que mudaram os rumos da humanidade tiveram que enfrentar duras críticas até alcançarem seus objetivos. Franklyn Delano Roosevelt foi duramente criticado por cobrar impostos mais rígidos dos ricos, mas conseguiu êxito como líder da nação americana em dois períodos extremamente difíceis da história: a depressão de 1929 e a segunda guerra mundial de 1945. Noé sofreu críticas durante 120 anos enquanto construía a arca, mas sua impermeabilidade emocional o tornou capaz de construir uma arca impermeável ao dilúvio. Moisés foi outro que suportou grande pressão enquanto conduzia mais de um milhão de israelitas no deserto, mas sua capacidade de se fazer de surdo diante das murmurações do povo foi o que lhe possibilitou tornar-se um grande líder.

3 – Ao nos revestirmos do óleo do espírito, podemos evocar o máximo de nossos recursos interiores para resolver problemas, e assim flutuarmos diante das turbulências. Mas quando agimos como “esponjas”, absorvendo todos os estímulos negativos ao redor, bloqueamos nossos recursos interiores.  A criatividade dá lugar ao medo, o raciocínio dá lugar a escassez de idéias, e nos tornamos imponentes diante das situações.

4 - Diante de um grande desafio, não dê ouvidos as perturbações, não tire os olhos de seu alvo. Do contrário, você se tornará como Pedro que, ao desviar seus olhos de Jesus, acabou se afundando nas águas.

"Disse-lhe ele: Vem. Pedro, descendo do barco, e andando sobre as águas, foi ao encontro de Jesus. Mas, sentindo o vento, teve medo; e, começando a submergir, clamou: Senhor, salva-me. Imediatamente estendeu Jesus a mão, segurou-o, e disse-lhe: Homem de pouca fé, por que duvidaste?" (Mateus 14:29-31)

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sábado, 24 de outubro de 2015

ANCORE EM SUA MENTE UMA PERSONA VITORIOSA

Segundo um dos grandes criadores da psicanálise moderna, Carl Gustav Jung, todo o indivíduo apresenta aos outros uma personalidade que, muitas vezes, é muito diferente da verdadeira. A isso ele chamou de persona, que é um termo que está em formação desde os anos 60, mas que já era usado desde o império romano, que significa literalmente "máscara", para indicar um "personagem" em uma performance teatral. Na prática, persona são as "máscaras sociais" que todos usamos quando estamos desempenhando um status social, como um emprego ou profissão. Ao longo da vida, muitas personas são usadas e podem ser combinadas a qualquer tempo, como na família, na escola, na universidade ou na empresa em que trabalhamos. Afinal, situações diferentes requerem atitudes distintas. Assim, costumamos nos comportar de acordo com as expectativas das outras pessoas.

Desenvolver uma persona viável é uma parte vital para se preparar para a vida. No entanto, Jung alertava para os riscos de alguém integrar-se completamente as suas personas, ou seja, quando o Eu se identifica excessivamente com a persona, fazendo com que a esse indivíduo se se distanciasse de sua real personalidade.

Desenvolver as personas é fundamental para a saúde mental, porém é igualmente importante o equilíbrio, saber qual máscara usar, de acordo com o meio no qual estamos inseridos. Mas a grande vantagem de se usar as personas é que, além da capacidade de adaptação ao meio social, ela nos ajuda a conquistar aquilo que desejamos. É o que veremos a seguir.

Desde a idade de 12 ou 13 anos, um garoto sabia que queria ser diretor de cinema. Sua vida mudou quando, aos 17 anos, numa tarde deu um passeio pelos estúdios da Universal. O passeio não incluía os locais de gravação, onde estava toda a ação. Assim, o jovem, conhecendo seu objetivo, começou a agir. Escapou sozinho para observar a filmagem de um filme real. Acabou se encontrando com o chefe do departamento editorial da Universal, que conversou com ele durante uma hora e demonstrou interesse pelas suas idéias mas não foi além disso. Para a maioria das pessoas, é aí que a história terminaria. Mas o jovem não era como a maioria das pessoas. Ele tinha poder pessoal. Sabia o que queria. Aprendeu na primeira visita e, assim, mudou sua abordagem. No dia seguinte, vestiu um terno, levou a maleta de seu pai, com um sanduíche e doces, e voltou ao local, como se pertencesse ao lugar. Passou de propósito em frente do guarda do portão naquele dia. Encontrou um trailer abandonado e, usando letras adesivas afixou seu nome acompanhado da palavra “diretor” na porta. Daí, então, passou todo o verão assumindo uma nova persona, andando junto a diretores, escritores e editores, aprendendo com cada conversa, observando e desenvolvendo seu senso de observação sobre o que é importante para fazer cinema. Com a idade de 20 anos, após tornar-se assíduo no local, o jovem mostrou à Universal um filme modesto que havia montado e ele recebeu um contrato de 7 anos para dirigir uma série para a televisão. Conseguira tornar seu sonho realidade. Ele já havia sido rejeitado na escola de cinema três vezes, mas, aos 36 anos de idade, tornou-se o mais bem-sucedido cineasta da história, responsável por 4 dos 10 melhores filmes de todos os tempos, incluindo E. T. O Extraterrestre, sendo o mais notável filme já feito. O nome desse grande fenômeno é Steven Spielberg.

Dos fatos acima podemos obter as seguintes lições:

1 – Steven Spielberg teve a flexibilidade para mudar seu comportamento para conseguir o que queria. Segundo Anthony Robbins, em seu livro “Poder Sem Limites”, todas as pessoas de sucesso assumem uma persona que lhes proporcione obter a vida que desejam.

2 – Anthony Robbins ainda diz ainda que, se algo é possível para uma pessoa, também é possível para outra. Basta observar e copiar sua forma de pensar e agir para obter resultados similares. Em outras palavras, se você deseja o mesmo êxito que alguém alcançou, estude sua biografia, reproduza sua forma de pensar e agir, enfim, seja um aprendiz dessa pessoa. Ao inserir em sua mente um persona de sucesso, você também será bem-sucedido.

3 – Steve Chandler conta em seu livro que um amigo trabalhou numa empresa como consultor e em dois anos tornou-se diretor executivo. A razão para essa rápida ascensão foi o fato de que desde o primeiro dia em ele começou a trabalhar, ele assumiu a persona de um diretor executivo. Ao pensar e comportar-se como tal, realizando mais que o esperado, ele rapidamente alcançou seus objetivos.

4 – A Bíblia está cheia de biografias incríveis, como a de Moisés, José, Neemias, Daniel, Jesus e seus discípulos. Para obter os mesmos resultados que essas pessoas tiveram em suas vidas, basta copiar suas personas.

5 – Segundo a psicóloga Susan M. Weinschenk, uma das maneiras de convencer as pessoas para que realizem algo ou mudem de comportamento, é ativar a persona associada ao que se deseja que façam. Por exemplo, quando você diz: “você que é um aluno brilhante, certamente fará essa tarefa”, “você que é profissional renomado, é obvio que irá honrar com seus compromissos”, “você, como cristão, é com toda a certeza uma pessoa honesta”, etc. Quando ancoramos uma persona na mente de outra pessoa, estamos abrindo uma janela para que ela reedite sua própria história. Foi dessa forma que Jesus corrigiu o comportamento irônico de Natanael, chamando-o de verdadeiro israelita, em quem não havia falsidade.

“Felipe achou a Natanael, e disse-lhe: acabamos de achar aquele de quem escreveram Moisés na lei, e os profetas: Jesus de Nazaré, filho de José. Perguntou-lhe Natanael: Pode haver coisa boa de Nazaré?  Disse-lhe Felipe: vem e vê. Jesus, vendo Natanel aproximar-se dele, disse a seu respeito: Eis um verdadeiro israelita, em quem não há falsidade”. (João 1: 45 – 47)

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segunda-feira, 19 de outubro de 2015

ALMEJE O VERDADEIRO TOPO

Ninguém quer fica por baixo. Se uma pessoa tiver aspirações políticas, ela sempre irá desejar a função máxima, ou seja, ser o presidente da república. Nos negócios irá querer ser o dono ou CEO de uma empresa. Poucas pessoas aspiram chegar a uma gestão mediana. Contudo, a maioria delas não chegam a ser o principal líder em uma organização. Elas irão fazer carreira em algum lugar no escalão intermediário. Mas afinal, todas as pessoas deveriam almejar o topo?

Chegar ao topo não significa chegar ao comando máximo de organização ou país, chegar ao topo significar usufruir de todo seu potencial ou talento, e encontrar sua missão de vida. Uma pessoa que encontra sua missão pode causar um impacto  maior do que se estivesse na posição máxima. Um excelente exemplo disso foi o caso do vice-presidente Dick Cheney. Ele teve uma carreira extraordinária na política: foi chefe de equipe da Casa Branca no governo do presidente Gerald Ford, teve seis mandatos no congresso de Wyoming, assumiu a Secretaria de Defesa do presidente George H. W. Bush e foi vice-presidente do presidente Bush filho. Teve todas as credenciais de alguém que poderia chegar à presidência dos Estados Unidos. Contudo, ele sabia que a posição máxima não é seu melhor papel. Um artigo na revista Time descreveu Cheney desta forma: Quando estudava no colégio, Cheney era um forte jogador de futebol, o líder da turma do último ano e um aluno acima da média. Mas ele não era a estrela... era discreto, reservado, apoiando um parceiro mais carismático, apagando incêndios quando chamado — esse foi um papel que Dick Cheney desempenhou durante toda a sua vida. Ao longo de sua notável carreira, o sucesso de Cheney resultou de sua inigualável habilidade de atuar como conselheiro discreto, eficiente e leal de líderes de alta visibilidade. Certa vez, interessou-se pela ideia de brincar em ser candidato à presidência em 1996. Mas a ideia de se colocar naquele palco(...) teria exigido uma reestruturação do DNA político de Cheney. Em vez disso, ele aceitou a oferta de trabalho na indústria, imaginando que poderia se aposentar e depois teria uma vida tranquila caçando e pescando. Mas George W. Bush tinha um plano diferente, um plano que fez Cheney voltar ao papel que ele melhor desempenha. Cheney atingiu seu potencial na posição de vice-presidente, uma posição que poucos definiriam como uma meta profissional para toda a vida. Ele foi altamente eficiente e, ao que parece, satisfeito com suas realizações. Mary Kay Hill, assistente de longa data do ex-senador Alan Simpson, que trabalhou com Cheney em Capitol Hill, afirmou: "Você o conecta, e ele trabalha em qualquer lugar. Tem uma capacidade incrível de se adaptar e atuar em qualquer ambiente." Cheney parece ser um excelente exemplo de um líder completo, alguém que sabe influenciar os outros de qualquer posição em que se encontra.


Ao exemplo de Cheney, as pessoas de grandeza não precisam aparecer para chegarem ao topo. Elas trabalham com afinco para darem o melhor de si onde estiverem e assim atingirem o seu máximo potencial. Se tiverem que chegar ao comando máximo, elas chegarão, se estiverem preparadas para isso. Foi o que aconteceu com George H. W. Bush na época em que foi vice-presidente de Ronald Reagan. Quando Ronald Reagan foi baleado, em 1981, Bush não apareceu dizendo que estaria no comando máximo da nação americana, ele simplesmente disse que, quando recebeu a notícia, a crueldade do incidente o surpreendeu, e naquele momento ele orou pelo presidente. Uma vez que Reagan estava sendo operado, Bush foi de fato o executivo interino do país, mas, deliberadamente, recuou para não colocar-se no lugar do verdadeiro presidente. Por exemplo, quando foi para a Casa Branca, Bush recusou-se a pousar no gramado sul, pois, por tradição, somente o presidente pousa ali. Quando Bush presidiu uma reunião de gabinete emergencial, ele tomou seu assento normal, e não o assento do presidente. Reagan recuperou-se e retomou suas obrigações, e ainda foi reeleito presidente em 1984. Bush estava satisfeito em ficar em segundo plano, dando o seu melhor, servindo ao seu líder e a seu país. No momento certo ele teria sua oportunidade. Ele foi o que aconteceu, quando em 1989 o povo americano o elegeu como 41º presidente dos Estados Unidos.

Na vida, a maioria das pessoas querem aparecer, almejam poder e fama. Mas a grande lição que Jesus ensinou a dois mil anos é que a verdadeira grandeza está em servir. Na Bíblia, quando a mãe de Tiago e João pediu a Jesus que em seu reino eles se assentassem um à direita e outro à esquerda, o grande Mestre perguntou se eles seriam capazes de fazer tudo o que Jesus faria pela humanidade. Ao que tudo indica, eles não tinham a mínima noção do sacrifício de Jesus na cruz. O maior homem do mundo se fez pequeno para tornar grande todos aqueles que se fizessem humildes!

“E, qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo; Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos.” (Mateus 20:27,28)

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quarta-feira, 14 de outubro de 2015

ASSUMA AS RESPONSABILIDADES

Quando Adão e Eva desobedeceram a Deus, o grande Criador procurou por Adão para saber o que havia de fato acontecido. Ao ser questionado por quê comera do fruto proibido, Adão culpou Eva. Então Deus questionou Eva e ela culpou a serpente. Apesar de Deus ter proferido uma maldição sobre a serpente, a final ele deixa claro que a responsabilidade maior pela entrada do mal no paraíso era de Adão.

Assumir responsabilidade pelos erros nem sempre é fácil, principalmente quando a falta é de alguém que está sob nossos cuidados. Geralmente, quando algo dá errado, nossa tendência natural é procurar culpados e atribuir a esses a causa do problema. Steve Hardison, um consultor Americano, foi convidado para participar de uma reunião do conselho de uma empresa para a qual daria um treinamento. O primeiro item da pauta era: “Quem é o culpado de termos um sistema de informática que nos custou 100 mil dólares e que é simplesmente um lixo?” O presidente virou-se para um dos vice-presidentes e disse:
– Joe, a culpa é toda sua!
Joe responde rapidamente:
– Não, é não. Eu não escolhi as especificações. Quem fez isso foi o John!
– Ei, espere um minuto – disse John. – eu não escolhi o fornecedor. Quem fez isso foi a Rose.
– Não foi bem a minha decisão. – justificou-se Rose. – eu apenas recomendei a você!
E assim as pessoas na reunião passaram a “batata quente” adiante pela sala inteira. Então Hardison fez um gesto para o presidente e interrompeu a conversa.
– Eu sou o responsável pelo problema. – anunciou Hardison.
– O quê? –retrucou o presidente. – Nem sequer sabemos que você é! Por quê está dizendo uma coisa dessas?
– Bem, – disse Hardisom – alguém precisa assumir essa responsabilidade.
– Ah, sim – concordou o presidente.
Uma vez que Hardisom assumira a responsabilidade corajosamente pelo sistema de informática, ele pôde liderar a discussão sobre como resolver o problema. Se os membros da empresa estavam atrás de um culpado, então estavam satisfeitos por tê-lo encontrado. A partir daí estava mais fácil resolver o problema.

Uma pessoa que busca a grandeza, um verdadeiro líder, não apresenta desculpas ou justificativas para seus fracassos, ele assume responsabilidades. É sempre mais fácil resolver algum problema a partir do fracasso do que a partir das desculpas.

“Quem sabe que deve fazer o bem e não o faz, comete pecado”. (Tiago 4: 17)

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terça-feira, 6 de outubro de 2015

USE DO PODER DO HÁBITO

Lyndon Duke é um reconhecido mentor e treinador de produtividade nos negócios de uma grande empresa de consultoria americana. E conta que, durante muitos anos, sua autoestima estava baixa e que ele lamentava diariamente pelas condições de seu bagunçado apartamento. Morava sozinho, e apesar de ser um ativíssimo gênio dos negócios, trabalhando longas datas, com alegria, não conseguia manter sua casa limpa. Dizia a si mesmo que era indisciplinado e desorganizado. Em suma, sua mente acusava-o de desmazelado.  Finalmente ele chegou à conclusão de que algo lhe faltava: uma rotina. Só isso! Ele tinha força de vontade, bom caráter e autocontrole, mas não tinha uma rotina. Então criou uma. Passou a dedicar 20 minutos todas as manhãs para arrumar as coisas. As segundas-feiras, enquanto o café ficava pronto e os ovos fritavam, ele arrumava a sala. As terças, o quarto. Às quartas, a cozinha. As quintas, o corredor. Às sextas, o escritório. E no fim de semana, por 20 minutos fazia uma faxina mais pesada no cômodo que quisesse. No início ele achava aquilo incômodo, esquisito e pouco natural, que provavelmente não continuaria com aquelas atividades, mas que tinha prometido a si mesmo uma experiência de 90 dias e depois ficaria livre para abandoná-la se quisesse. Mas depois de muita persistência, ele atualmente realiza essas tarefas com tanta naturalidade que ele nem lembra se fez ou não.

A história acima registrada no livro “100 Maneiras de Motivar as Pessoas”, de Steve Chandler, demostra que muitos de nossos problemas profissionais e pessoais podem está relacionadas a simples falta de um hábito que nos induza a fazer algo com regularidade. Santiago Ramón y Cajal, resume o poder da força do hábito na seguinte frase: “Todo homem pode ser, se assim se propuser, escultor de seu próprio cérebro."
Conta-se que um menino que era o pior esquiador de seu grupo de amigos - tão lerdo que as vezes nem o chamavam pra esquiar – decidiu frequentar aulas de esqui. Todo fim de semana ele acordava bem cedo para ir à montanha. Em pouco tempo não só teve bons resultados, como superou seus amigos. Começou a se envolver em competições até chegar a ser um esquiador olímpico de alto nível. Hoje, já adulto, ele diz: "sou um mestre no esqui agora, mas quando comecei eu era um perfeito desastre."
Portanto, jamais esqueça:
◆ Segundo pesquisas, nosso corpo aprende o tempo todo. Células possuem memórias e nosso DNA sofre constante alterações por conta de nossos hábitos.
◆Na natureza, se algo deixa de crescer, também deixa de viver.
◆Até há pouco tempo pensava-se que modificar e automatizar um hábito exigia 21 dias, mas um estudo recente de Jane Wardle, do University College de Londres, publicado no European Journal of Social Psychology, afirma que para transformar um novo objetivo ou atividade em algo automático, de tal forma que não tenhamos de ter força de vontade, precisamos de 66 dias.
◆ Se você deseja vencer, vá até a "montanha" todos os dias. É a repetição que leva a excelência. Como diria a filosofia Master Mind: "eu não temo um homem que pratica 10.000 golpes diferentes, eu temo o homem que já praticou 10.000  vezes o mesmo golpe."


“Em tudo seja você mesmo um exemplo para eles, fazendo boas obras. Em seu ensino, mostre integridade e seriedade;” (Tito 2:7)

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segunda-feira, 5 de outubro de 2015

DEIXE O REI SER REI

No filme Anna e o Rei (Anna and the King), produção de 1999, direção de Andy Tennant, com Jodie Foster no papel de Anna Leonowens, uma viúva inglesa que, em 1862, vai trabalhar como professora dos filhos do rei Mongkut, em Bangkok, capital do Sião. O rei acaba se encantando com a formosura da professora, apesar de ela ter um temperamento forte e, às vezes, autoritário. Ambos mantêm um relacionamento comedido que evolui para uma amizade sincera e verdadeira. No meio da trama, Tuptim, uma das concumbinas do rei, apaixona-se por um plebeu. Descoberta a traição, seria necessário aplicar a lei: pena de morte. O tribunal condena o casal. Somente o rei poderia aplicar o indulto real. Neste momento, Anna diz ao rei publicamente que ele deveria inocentar a moça, e apresenta vários motivos para isso. Praticamente Anna intima o rei a tomar esta atitude. Resultado: o rei ordena que se cumpra a execução. O casal é morto, conforme a determinação do tribunal. Inconformada, Anna vai reclamar com o rei, que lhe diz:

“Eu já havia decidido livrá-los da morte. Tinha autoridade para isso, até você me dizer o que fazer. A partir daquele momento, se eu livrasse o casal, estaria obedecendo a você e o reino ficaria sem rei. Anna: deixe o rei ser rei”.

As pessoas não gostam de ser mandadas. Assim, evite de dizer a elas o que fazer. Fale de modo que elas mesmas decidam que atitude devem tomar. Permita que cada uma tenha a sensação de ter suas escolhas. Essa é a essência da verdadeira liderança. O único que tem poder sobre a vida humana é Deus e, mesmo assim, Ele não força ninguém a fezer seus desejos. Deixe o rei ser rei.

"Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos. " (Zacarias 4:6)

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LEVE OUTROS AO TOPO COM VOCÊ

Maurice Wilson, nascido em 1898, era um inglês idealista, que dizia que escalar os 8.848 metros do Everest seria uma ótima forma de divulgar sua crença de que os males da humanidade poderiam ser curados através do jejum e da fé em Deus. Mesmo sem saber nada sobre aviação e alpinismo, Wilson comprou um pequeno avião e aprendeu a pilotar. Depois, passou 5 semanas caminhando nas colinas da Inglaterra aprendendo o que ele achava que precisava saber sobre alpinismo. E então, em 1933, decolou rumo ao Everest via Cairo, Teerã e Índia. Por não ter conseguido permissão para sobrevoar o território nepalês, vendeu o avião e foi por terra até Darjeeling, onde soube que não tinha permissão para entrar no Tibete. Mas isso não o desanimou. Ele contratou 3 sherpas, disfarçou-se de monge budista e, desafiando as autoridades do Império Britânico, caminhou escondido por quase 500 Km entre florestas e planícies tibetanas até chegar ao Everest. Subindo pelo gelo sobre as rochas, começou bem, mas, quando se deu conta das reais dificuldades, passou a se perder com freqüência. Apesar da exaustão e frustração, ele estava determinado a persistir! Cerca de um mês depois, ele conseguiu chegar a 6.400 metros e encontrou um suprimento de comida e equipamentos deixados por membros de uma expedição fracassada anterior. Depois, ele subiu até chegar a 6.919 metros, onde havia um penhasco vertical de gelo que o impedia de prosseguir, assim ele foi forçado a recuar. No entanto, nada havia que pudesse fazê-lo desistir. Ele escreveu em seu diário: "Esta será a última tentativa e me sinto com sorte". Deu um tempo e rumou para o topo. Um ano depois, uma expedição achou seu corpo congelado sobre a neve, a 7.500 metros. Maurice Wilson, apesar de sua incomparável determinação e devoção, morreu congelado em 1934.

A história de Wilson mostra que a fé e persistência podem levar uma pessoa sozinha a chegar muito longe. No entanto, para se chegar ao topo e se manter lá, é preciso levar outras pessoas consigo. Desde 1920 centenas de alpinistas tentaram escalar o Monte Everest. Por volta de 120 pessoas morreram nessa tentativa e nem perto chegaram do topo. Seus corpos estão sepultados no gelo em algum lugar. O principal motivo é que tentaram sozinhos ou com uma equipe pequena demais para realizar aquela proeza. Não calcularam direito a dimensão do desafio e a necessária cooperação. Finalmente, em maio de 1953 a montanha foi conquistada. Para isso mais de 300 pessoas foram contratadas somente para carregar por 280 km através das encostas da cordilheira do Himalaia o mantimento e equipamentos necessários. Tudo isso deveria ser entregue em Katmandu. Com todo material lá, dois homens abriam caminho apontando as melhores trilhas. Outra equipe de 40 homens deveria carregar o peso de 2,5 toneladas até a primeira base. Outro grupo com 12 os substituiria levando 300 Kg em fardos de 10 Kg montanha acima. Finalmente 8 homens subiram até a próxima etapa e dois alpinistas experientes tentariam chegar ao cume do Everest. Fracassaram e retornaram exaustos mas compartilharam as dificuldades encontradas e orientaram a última dupla no que deveriam evitar. Foi assim que o Neozelandês Edmund Hillary e o Sherpa Tenzing Norgay conseguiram chegar ao topo da montanha, mas só conseguiram por causa de um imenso de trabalho em equipe. Como diria John Maxwell: “Para gerar o sucesso, é necessária a participação de muita gente.”

Em 2003 um alpinista encontrou uma tenda antiga a 8.500 metros que possivelmente tenha pertencido a Maurice Wilson. Talvez ele tenha chegado ao topo, mas ninguém realmente sabe se ele conseguiu. Assim, enquanto você estiver subindo rumo as suas conquistas, jamais esqueça: “Quem vai sozinho, vai mais rápido. Quem vai junto, vai mais longe. Quem se mantém acompanhado, mais tempo em cima permanecerá. E se descer, terá com quem compartilhar suas experiências, será sempre lembrado e encontrará apoio para uma nova tentativa.”

“É melhor ter companhia do que estar sozinho, porque maior é a recompensa do trabalho de duas pessoas. Se um cair, o amigo pode ajudá-lo a levantar-se. Mas pobre do homem que cai e não tem quem o ajude a levantar-se!” (Eclesiastes 4:9-12)
Harpa de 1000 Cordas

sábado, 3 de outubro de 2015

REERGA-SE

Você já passou por uma situação deprimente quando seus inimigos disseram ao seu respeito: “você não sabe da bomba!”?

A bomba atômica lançada pelos EUA em Hiroshima durante a 2.ª Guerra Mundial tinha o tamanho de uma bola de tênis, mas fora suficiente para exterminar 100 mil pessoas em questões de segundos. No entanto, a longo de anos, a cidade passou por um extenso processo de reconstrução: casas provisórias foram instaladas ao lado das estradas, enquanto ruas foram revitalizadas, praças e escolas restauradas, e finalmente a construção do “Parque Memorial da Paz”, um lugar de 122.100 m2, que abriga um museu sobre a trajédia, cujo propósito era fazer com que a população não equecesse, mas também não lembrasse daquela destruição com ódio ou sofrimento. O governo japonês sabia que Hiroshima jamais conseguiria se reerguer se a mente das pessoas estivesse tomada pela raiva e pela perda.

Talvez você esteja se sentindo como Hiroshima pós-guerra: sua bomba explodiu e o mundo desabou sobre ti! Saiba que mesmo que você esteja totalmente em ruínas haverá sempre uma esperança. Jerusalém fora destruída pelos exércitos da Babilônia e permaneceu em ruínas por quase 140 anos, mas Neemias estava orando por ela. Um belo dia, no ano 444 AC, o rei Artaxerxes percebeu a tristeza Neemias e perguntou o motivo de sua angústia. Neemias revelou seu desejo de ver a cidade reconstruída e prontamente o rei atendeu ao seu pedido reconstruindo-a em 52 dias! Era uma resposta divina!

Hiroshima sabia que de nada adiantaria tentar reconstruir a cidade se o coração da população permanecesse em ruínas. E Jerusalém entendeu que Deus só pode reconstruir nossas vidas quando nos despojamos do ódio, oramos e perdoamos!  

Reconstrua sua visão, sua mente, seu ânimo, sua vida espiritual e Deus reerguerá os muros da vitória e do êxito  ao seu redor!

“O Deus de toda a graça, que os chamou para a sua glória eterna em Cristo Jesus, depois de terem sofrido por pouco tempo, os restaurará, os confirmará, os fortalecerá e os porá sobre firmes alicerces.” (1 Pedro 5:10)

📖 Livro A Harpa de 1000 Cordas

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

SAIBA EMPREENDER

Nascido em São Francisco, EUA, em 1955, filho de pais universitários e não casados, um menino foi oferecido à adoção com uma semana de vida. Sua mãe biológica – de ascendência alemã tradicionalmente católica – e seu pai verdadeiro – um mulçumano sírio cuja linhagem detinha ótimas condições financeiras – não podiam ficar com ele, por pressão de seus familiares. Assim, o menino foi adotado por um casal de operários quem moravam em  Mountain View, na Califórnia, uma cidade rural que mais tarde se transformou no Vale do Silício. O menino soube desde cedo que havia sido adotado, mas isso não o magoava, pois era muito amado. O pai adotivo, apesar de ser um mecânico que só tinha o ensino médio, era admirado pelo menino, devido a sua habilidade de construir armários, mesas, cercas, etc. Impressionava-o ver como o pai se preocupava em fazer as coisas direito, mesmo as partes que não ficavam à vista. Era importante fazer bem os fundos dos armários e cercas, ainda que ficassem escondidos. O menino nunca chegou a gostar de mecânica, mas adorava está com o pai e ser ensinado por ele. Através dos carros, o pai lhe expôs à eletrônica, o que lhe despertou muito seu interesse. Todo fim-de-semana, eles iam garimpar peças elétricas e mecânicas no ferro-velho e assim começou a aprender a negociar vendo seu pai vendendo essas peças. A maioria dos seus vizinhos, que eram engenheiros que trabalhavam com empresas de tecnologia, montava dispositivos como células fotoelétricas, pilhas e radares, e o menino cresceu aprendendo sobre essas coisas. Antes de entrar na escola, sua mãe já o havia ensinado a ler. Mas nos seus primeiros anos, ele andava meio entediado e se ocupava se metendo em encrencas. Por natureza e criação, ele não estava disposto a aceitar uma autoridade diferente da que ele conhecia. Assim, na escola, ele desafiava os professores pregando peças e, junto com um amigo, arranjava todo tipo de encrenca. Quando ele estava no terceiro ano, as brincadeiras se tornaram um pouco mais perigosas. Quando chegou a hora de ir para o quinto ano, a escola decidiu que era melhor colocar ele e o amigo em classes separadas. Uma professora conhecida como “Teddy”, depois de observá-lo por duas semanas, procuro-o e deu-lhe um caderno de exercícios com problemas de matemática, dizendo: “quero que você o leve para casa e faça isso”. O menino pensou: “Você está louca?”. E então ela puxou um pirulito gigante e disse: “Quando você terminar, se acertar a maioria, lhe darei isto e cinco dólares”. O garoto devolveu o caderno respondido em dois dias. Depois de alguns meses, ele não precisava mais daquilo e passou a fazer os exercícios somente para agradá-la. Ela chegou a retribuí-lo com um kit para polir lentes e fazer uma câmera. Ele aprendeu mais com ela do que com qualquer outro professor e, se não fosse por ela, ele provavelmente teria se tornado um delinquente. Tempos depois, um vizinho da mesma rua apresentou-o às maravilhas da eletrônica, dando-lhe kits eletrônicos vendidos como hobby. Esses kits lhe ajudaram a desvendar os detalhes do funcionamento de indutores, capacitores, resistores e semicondutores. Por meio desse conhecimento, aparelhos eletrônicos complexos, como TVs e rádios, deixaram de ser mistério para ele. Esse amigo o introduziu no Clube do Explorador da HP, um grupo de quinze ou mais estudantes que se reunia semanalmente no refeitório da empresa nas noites de terça-feira. Nessas reuniões, um engenheiro da HP vinha para falar sobre os projetos que estava desenvolvendo. Ele adorava comparecer a essas reuniões. Ele queria muito conhecer a fábrica e, como a HP era a pioneira na produção de diodos emissores de luz, ele convenceu um dos engenheiros, depois de uma palestra, a deixa-lo conhecer o laboratório de holografia. A visão dos inúmeros computadores que a empresa estava desenvolvendo lhe deixou apaixonado. Alí estava um dos primeiros computadores de mesa da história, o 9100A, que não passava de uma calculadora pretensiosa, enorme, e que pesava cerca de 20 quilos, mas era simplesmente encantador. Os frequentadores do clube eram estimulados a fazer projetos, então o jovem decidiu construir um contador de frequências, que mede o número de pulsos por segundo em um sinal eletrônico. Mas ele precisava de algumas peças que a HP produzia, então pegou o telefone e ligou para Bill Hewlett, o presidente executivo da empresa, cujo nome encontrara numa lista telefônica. Bill atendeu e conversou com ele durante 20 minutos. Bill conseguiu as peças, mas também lhe deu um emprego na fábrica onde faziam contadores de frequência. O jovem trabalhou lá no verão. Seu trabalho consistia principalmente em pôr porcas e parafusos numa linha de montagem. Houve algum ressentimento entre os trabalhadores da linha em relação ao garoto que tinha conseguido o emprego telefonando para o diretor-presidente. Na realidade, o jovem tinha muita facilidade em se relacionar com as pessoas. Durante os intervalos, ele subia e passava tempo com os engenheiros da fábrica. Depois que saiu empresa, chegou a entregar jornais e, nos fins-de-semana, trabalhava no controle do estoque de uma loja de peças eletrônicas. Seus pais biológicos haviam determinado que ele deveria frequentar uma universidade, pois essa havia sido a condição para sua adoção, mas ele abandonou a faculdade depois do primeiro semestre, embora continuasse a assistir, extraoficialmente, as matérias que lhe interessavam. Sem um tostão no bolso, reciclava garrafas de Coca-Cola, dormia no chão em casas de amigos e comia de graça num templo Hare Krishna. Ele conseguiu um trabalho por um curto período na Atari, uma das primeiras companhias de videogames, a fim de economizar dinheiro para uma viagem à índia. Em pouco tempo saiu da empresa e partiu, junto com um amigo de infância, em busca da iluminação. Quando voltou, começou a andar com outro amigo que era um gênio da eletrônica e juntos, fundaram uma empresa de computadores que montavam manualmente na garagem dos pais com a ajuda de alguns amigos. Para financiar seus negócios, ele vendeu uma Kombi, e seu amigo, uma calculadora. Aos 21 anos ele viu seu negócio dar certo. A empresa deslanchou como um foguete e, em 1983, passou a valer mais de 100 milhões de dólares e entrou na Fortune 500 com a mais rápida ascensão que qualquer empresa na história dos negócios. Eles se tornaram multimilionários. Apesar disso, o jovem garante nunca ter feito as coisas por dinheiro, mas pela paixão. Seu principal objetivo era criar uma tecnologia de fácil utilização para o público mais amplo possível. Mas em 1985, por ter um gênio difícil e incontrolável, ele é demitido pelo próprio diretor que ele havia contratado para dirigir a empresa. Com desejo de vingança, fundou a NeXT, com o propósito de vender computadores avançados para universidades e tirar do mercado a empresa da qual havia sido demitido. Criou a Pixar a partir de outra companhia e, ao longo de uma década, transformando-a num estúdio de animação de grande sucesso em Hollywood. A NeXT, por outro lado, jamais decolou. Em 8 anos, vendeu apenas 50 mil computadores e teve que sair do ramo de hardware, concentrando-se na venda de softwares. Contudo, sua experiência na NeXT serviu de impulso para o seu retorno à empresa da qual havia sido expulso. Assim, em 1996, após 11 anos depois que esteve fora, ele retorna. Tal é seu ressurgimento, fenomenal e impressionante, que executivos do mundo inteiro mal podiam acreditar no que estava acontecendo. Mas em 10 anos a frente dessa organização, a Apple, ele, Steve Jobs, criou o iPod, o iPhone, iMac e outros grandes produtos inovadores, tirou a empresa do prejuízo para torna-la num império de mais 107,2 bilhões de dólares! Aos 52 anos, ele deixa o trabalho para viver uma vida tranquila com a família, mas em outubro de 2011, aos 56, Jobs morre vítima de um cancro raro no pâncreas.

Da história acima podemos tirar grandes lições:

1- Jobs passou por altos e baixos ao longo da vida: foi abandonado pela mãe num orfanato; foi adotado por uma família de classe média baixa; foi aluno brilhante e rebelde; fundou uma empresa aos 20; foi expulso de sua organização aos 31; mas foi salvador do negócio aos 40, e passou a transformar tudo o que tocava em ouro aos 50. Com tudo isso, podemos aprender muito importante: todas as pessoas que hoje são referências de sucesso, já passaram por muitas lutas e por momentos difíceis.

2 – A participação do pai na infância de Jobs foi essencial para a formação da personalidade inovadora do filho. Os ensinamentos do pai para mostrar como as coisas funcionavam e seus esforços por fazer as coisas bem feitas deu a Jobs um grande senso de design e valor pelo trabalho. Esse exemplo mostra como é importante que os pais ensinem liderança e empreendedorismo aos seus filhos.

3 – Outro grande momento notável na vida de Jobs foi seu encontro com sua professora “Teddy” que o motivou com dinheiro e doces para que ele fizesse suas tarefas escolares. Essa experiência ilustra os efeitos do reforço positivo como fator de mudança de comportamento. Segundo pesquisas, as recompensas são 7x mais eficiente que as punições, e isso fez a diferença na vida Jobs, que era um aluno extremamente rebelde, mas que pode enfim encontrar seu rumo.

4 - Durante o primeiro período de Jobs à frente da Apple, foram lançados o Apple III e o Lisa. Enquanto o primeiro sofria com o aquecimento excessivo devido à sua decisão de não incluir uma ventilação no produto, o segundo possuía um hardware extremamente caro. Todos esses lançamentos foram um fracasso. Outro fiasco foi o lançamento do TAM (Twentieth Anniversary Macintosh), ocorrido em 1997, que custava US$ 7500. Por conta desse preço pouco atrativo, o produto foi abandono um ano após seu lançamento. A empresa NeXT criada por ele passou por diversas dificuldades financeiras, resultando na sua venda em 1996. Enfim, por não ter medo de fracassar e por saber tirar proveito de suas falhas, Jobs adquiriu vasta experiência e ousadia para inovar, o que lhe ajudou a ser empreendedor ousado e brilhante.

5 – Um dos defeitos de Jobs era ser muito duro ao criticar seus funcionários. Certa vez ele chegou a demitir o líder do time que criou o MobileMe em numa reunião na frente de sua equipe. Em uma entrevista para a revista norte-americana The New Yorker, o vice-presidente sênior de design da Apple e ex-colega de trabalho de Jobs, Jony Ive, conta que já chegou a pedir para Jobs ser mais gentil com seus funcionários, pois eles sempre ficavam arrasados após suas duras críticas. Um verdadeiro líder não precisa agir dessa forma, como diria Ané Dousseaux: “Elogie em público e corrija em particular. Um líder corrige sem ofender e orienta sem humilhar.”
“A arrogância dos homens será abatida, e o seu orgulho será humilhado. Somente o Senhor será exaltado naquele dia.” (Isaías 2:17).
 Livro A Harpa de 1000 Cordas

terça-feira, 22 de setembro de 2015

SEJA UMA ESTRELA NA VIDA DE SEUS AMIGOS

Sir Isaac Newton descobriu as leis da gravidade por volta de 1600. As leis que ele introduziu no mundo científico revolucionaram os estudos astronômicos. Mas, se não fosse Edmund Halley, poucas pessoas teriam ouvido falar das leis de Newton. Halley ouviu as ideias de Newton, desafiou suas suposições, corrigiu seus cálculos matemáticos quando estavam errados e até traçou diagramas geométricos para sustentar o trabalho de Newton. Quando Newton se mostrou indeciso para publicar suas ideias, Halley, primeiro, convenceu-o a escrever o manuscrito, depois o editou e supervisionou sua publicação. Halley até financiou a impressão do trabalho, mesmo tendo menos recursos financeiros que Newton. O trabalho final, “Princípios Matemáticos da Filosofia Natural”, fez de Newton um dos pensadores mais respeitados na história e garantiu seu ingresso na Sociedade Real. Para Halley, era mais importante ver as ideias de Newton compartilhadas do que receber reconhecimento pessoal por ajudá-lo. Ele sabia o quanto aquelas ideias eram importantes e queria ajuda-lo a expô-las ao mundo. Mas Halley tinha seu próprio brilho. Por volta de 1682, ele observou que as características de um determinado cometa eram praticamente as mesmas que as de outros dois cometas que haviam aparecido anteriormente em 1531 (observado por Petrus Apianus) e 1607 (observado por Johannes Kepler). Halley concluiu que todos os três cometas eram na realidade o mesmo objeto que voltava de 76 em 76 anos. Depois de entender esse fato, Halley previu o seu regresso em 1758. De lá pra cá o cometa apareceu três vezes. A última vez em que foi visto foi em julho de 1985. Sua próxima aparição será em 28 de julho de 2061. Edmund Halley, apesar de ter tido seu nome dado a um cometa, foi uma verdadeira estrela!

Na vida, há “amigos-cometas” e “amigos-estrelas”. Você sabe a diferença?  O poema escrito por Reinilson Câmara explica isso:

“Há pessoas estrelas; Há pessoas cometas. Os cometas passam. Apenas são lembrados pelas datas que passam e retornam. As estrelas permanecem. Os cometas desaparecem. Há muita gente cometa. Passam pela vida da gente apenas por instantes, gente que não prende ninguém e a ninguém se prende. Gente sem amigos. Gente que passa pela vida sem iluminar, sem aquecer, sem marcar presença. Há muita gente cometa. Assim são muitos e muitos artistas. Brilham apenas por instantes nos palcos da vida. E com a mesma rapidez com que aparecem, também desaparecem. Assim são muitos reis e rainhas de todos os tipos. Reis de nações, rainhas de clubes ou concurso de beleza. Assim rapazes e moças que se enamoram e se deixam com a maior facilidade. Assim são pessoas que vivem numa mesma família e que passam pelo outro sem serem presença. Importante é ser estrela. Estar presente. Marcar presença. Estar junto. Ser luz. Ser calor. Ser vida. Amigo é estrela. Podem passar os anos, podem surgir distâncias, mas a marca fica no coração. Coração que não quer enamorar-se de cometas que apenas atraem olhares passageiros. E muitos são cometas por um momento. Passam, a gente bate palma e desaparecem. Ser cometa é não ser amigo. É ser companheiro por instantes. É explorar sentimentos. É ser aproveitador das pessoas e das situações. É fazer acreditar e desacreditar ao mesmo tempo. A solidão de muitas pessoas é consequência de que não podem contar com ninguém. A solidão é resultado de uma vida cometa. Ninguém fica. Todos passam. E a gente também passa pelos outros. Há necessidade de criar um mundo de estrelas. Todos os dias poder vê-las e senti-las. Todos os dias poder contar com elas. Todos os dias ver sua luz e calor. Assim são os amigos. Estrelas na vida da gente. Pode-se contar com eles. Eles são uma presença. São aragem nos momentos de tensão. São luz nos momentos escuros. São pão nos momentos de fraqueza. São segurança nos momentos de desânimo. Olhando os cometas é bom não sentir-se como eles. Nem desejar prender-se em sua cauda. Olhando os cometas é bom sentir-se estrela. Marcar presença. Ter vivido e construído uma história pessoal. Ter sido luz para muitos amigos. Ter sido calor para muitos amigos. Ter sido calor para muitos corações. Ser estrela neste mundo passageiro, neste mundo cheio de pessoas cometas, é um desafio, mas acima de tudo uma recompensa. É nascer e ter vivido e não apenas existido.”

Dos fatos acima podemos aprender três grandes lições:

1 – Na cosmologia, a luz de uma estrela, mesmo depois de sua morte, permanece visível durante séculos no espaço sideral.  Halley, apesar de ter tido seu nome dado a um cometa, foi uma verdadeira estrela na vida de Newton. Da mesma forma, você também pode ser uma estrela na vida das pessoas. Amigos que são estrelas, de fato, nunca morrem, pois permanecem para sempre no coração daqueles que os amam.

2 – Não seja “amigo-cometa”, que, depois de muito tempo ausente, aparece só para pedir ajuda. Pessoas com esse comportamento acabam ganhando a antipatia dos outros. Seja diferente. Valorize seus amigos. Não marque presença para pedir algo, mas faça algo para marcar presença.

3 – John Maxwell explica em seu livro como ele, sendo uma pessoa extremamente ocupada, faz para conquistar e conservar suas amizades:  “Gosto de conversar sobre liderança com bons líderes o tempo todo. Na verdade, faço questão de marcar um almoço para aprender com alguém que admiro, pelo menos, seis vezes por ano... E daí que virá meu crescimento.”

“Não abandone o seu amigo nem o amigo de seu pai... melhor é o vizinho próximo do que o irmão distante”. (Provérbios 27:9-10)
Livro A Harpa de 1000 Cordas

sábado, 19 de setembro de 2015

CONTE HISTÓRIAS

Um dia a escritora e psicóloga Susan Weinschenk se viu diante de uma sala cheia de pessoas que não queriam está lá. O chefe delas disse que tinham que assistir a uma palestra. Elas achavam que aquilo era perda de tempo e isso a deixou muito nervosa. Mesmo assim, ela decidiu ter coragem e seguiu em frente. Respirou fundo, sorriu e com voz firme, começou com um expressivo “Bom dia para todos! Estou feliz por está aqui”. Mais da metade da turma nem sequer olhou para ela. Alguns checavam seus e-mails, enquanto outros escreviam uma lista de pendências. Um rapaz folheava o jornal. Era uma daquelas situações em que segundos parecem horas. Em pânico, ela pensou consigo mesma: “O que devo fazer”? Então ela teve uma ideia e disse: “Vou lhes contar uma história”. Diante da menção da palavra história, todos viraram a cabeça e olharam para ela. Nesse momento ela obteve a oportunidade que queria para contar uma experiência e iniciar sua apresentação. Em seu livro Susan diz que nenhuma ideia é mais poderosa pra convencer as pessoas do que contar uma história, já que tudo o que fazemos está relacionado a uma história de quem somos e como nos relacionamos. Ela afirma que as pessoas regem melhor a histórias do que a apresentações de dados. Além disso, a maior parte da comunicação diária acontece em forma de histórias, entretanto, raramente paramos para conta-las.

Augusto Cury relata em seu livro que certa vez uma de suas filhas foi criticada por algumas jovens por ser uma pessoa simples, não gostar de ostentação e não ser excessivamente vaidosa. Ela estava se sentindo rejeitada e triste. Após ouvi-la, ele soltou sua imaginação e contou-lhe uma história. Disse-lhe que algumas pessoas preferem o sol pintado num quadro, enquanto que outras preferem o sol real, ainda que esteja encoberto pelas nuvens. Então ele lhe perguntou: “qual é o sol que você prefere?” Ela pensou e escolheu o sol real. Então ele terminou dizendo: “mesmo que as pessoas não acreditem no seu sol, ele está brilhando. Você tem luz própria. Um dia, as nuvens que o encobrem se dissiparão e as pessoas irão enxerga-lo. Não tenha medo das críticas dos outros. Tenha medo de perder a sua luz”. Em seu livro ele diz que ela nunca mais se esqueceu dessa história. Ficou tão feliz que contou para várias de suas amigas.

É de fato conhecido que a educação mundial está à beira da falência devido a influencia que a mídia exerce sobre a mente humana.  Na Espanha, 80% dos professores estão estressados. Na Inglaterra, quase ninguém mais quer essa profissão. No Brasil, cerca de 92% dos professores estão com 3 ou mais sintomas de estresse. Por causa disso, é muito fácil um professor perder a cabeça durante um conflito em sala de aula. Mas existem alternativas para essas questões. Augusto Cury conta que certa vez, alguns alunos conversavam no fundo de uma sala de aula. A professora havia pedido silêncio, mas eles continuaram fazendo barulho. Ela foi mais enfática e chamou a atenção de um aluno que falava alto. Ele foi agressivo com ela e gritou: “Você não manda em mim! Eu pago para você trabalhar!” O clima ficou tenso. Todos esperavam que a professora gritasse com o aluno, mas, em vez disso, ela ficou em silêncio, respirou fundo e contou uma história que aparentemente não tinha nada a ver com aquela situação. Ela falou das as crianças e adolescentes judeus que haviam sido presos nos campos de concentração nazista durante a Segunda Guerra. Não podiam ir às escolas, visitar amigos, dormir numa cama ou comer com dignidade. Eles choravam e ninguém os consolava. Gritavam pelos pais, mas ninguém os ouvia. Na frente deles, havia apenas cães, guardas e cercas de arame farpado. Foi um dos maiores crimes cometidos na história. Mais de um milhão de crianças e adolescentes morreram. Depois de contar essa história, a professora olhou para a classe e disse: “vocês têm escola, amigos, professores que os amam, o carinho dos pais, um alimento gostoso em sua mesa, mas será que vocês dão valor para isso?” Enquanto falava, o aluno que a ofendeu estava em completo silêncio. Ele compreendeu que precisava se colocar no lugar dos outros e dar valor a todas as bênçãos que a vida lhe dava. Voltou para casa e nunca mais foi o mesmo.

Baseados nos fatos acima, podemos aprender 3 grandes lições:

1 – Você não precisa ter um diploma, nem saber ler ou escrever para transmitir uma grande lição aos seus filhos, alunos, amigos, colaboradores ou qualquer pessoa. Apenas conte-lhes uma história. Talvez pense não seja capaz de contar uma, mas se você viveu até hoje, é porque certamente você tem uma história.

2 – Histórias vendem! Os filmes e propagandas mais inesquecíveis e lucrativos da TV, cinema e internet fazem uso de grandes histórias. Mais da metade de tudo o que se publica em livros e na internet são histórias. Grandes professores, políticos e líderes religiosos são verdadeiros contadores de histórias. Da mesma forma, se você deseja conquistar as pessoas, use o poder das histórias.

3 – É por meio das histórias que alcançamos o coração humano. Jesus foi o maior líder de todos os tempos porque cerca de 70% de seus ensinamentos eram transmitidos por meio de histórias. Cerca de 60% do conteúdo bíblico são histórias. É por meio de histórias que vidas são transformadas. Como a mulher samaritana que conheceu a Jesus e por meio de seu testemunho influenciou toda a sua nação, quantas histórias maravilhosas de si mesmo e da Bíblia você poderia compartilhar para motivar as pessoas e leva-las a grandeza?

“Deixou a mulher o seu cântaro, foi a cidade e disse àqueles homens: Vinde, vede um homem que me disse tudo o quanto tenho feito; será este, porventura, o Cristo?” (João  4:28 e 29)

Livro a Harpa de 1000 Cordas

sábado, 12 de setembro de 2015

SEJA UM GRANDE LÍDER

John Daily decide passar alguns dias em um mosteiro. Lá conhece Leonard Hoffman, um grande empresário bem sucedido que na casa dos 60 anos de idade, no topo de sua carreira bem-sucedida, resolveu se tornar num monge, e passa a se chamar irmão Simeão. Além de outras atividades todos os dias pela manhã, John e mais 5 participantes tinham aulas com Simeão sobre princípios de liderança. Em meio as aulas, John se irrita com outro participante, o sargento Greg, que se mostra cético com os ensinamentos de Simeão. Em uma conversa particular, John pergunta porque Simeão não expulsa Greg das aulas. Então Simeão conta sobre a difícil lição que aprendeu em seu primeiro emprego como gestor, sobre a importância da opinião contrária, e acabou lhe ensinando que a divergência de opiniões ajuda a manter o equilíbrio da organização. Mais tarde, no horário da aula, um dos participantes pergunta a Simeão quem ele acreditava ser o maior líder de todos os tempos? E Simeão responde: Jesus Cristo. Alguns membros acham que essa opinião se devia ao fato dele ser cristão. Outro participante chega a dizer que estava ali para aprender alguma coisa sobre liderança e não para falar sobre Jesus. Simeão diz que, se liderança é a capacidade de influenciar pessoas a trabalharem entusiasticamente na busca dos objetivos para o bem comum, então sua resposta estava realmente certa, pois até aquele momento não ele conhecia ninguém que tenha tido tanta influência como teve Jesus, já que hoje mais de 2,5 bilhões de pessoas no mundo se dizem cristãos, cerca de um terço da população mundial. Além disso, dois dos maiores dias santos, Natal e Páscoa, são baseados na vida de Jesus, e que até o calendário conta os anos a partir do nascimento dele há mais de dois mil anos. Esse é contexto principal do livro “O monge e o Executivo”, de James Hunter, considerado um dos melhores livros de estratégias de liderança do mundo.

Do contextos e dos escritos de Hunter, podemos obter as seguintes lições:

1 - Segundo Hunter, liderança é a habilidade de influenciar pessoas a trabalhar entusiasticamente visando atingir objetivos comuns, inspirando confiança por meio da força do caráter. Conforme ele mesmo explica, ser líder não é ter cargo, nem função, nem ser chefe ou mandante, mas ser um servo.

2 – Depois de escrever o conceito de liderança servidora, o livro “O monge e o Executivo” vendeu mais de 4 milhões de cópias no mundo todo. Mas, ao longo de 10 anos, Hunter recebeu milhares de e-mails de pessoas que entenderam equivocadamente que um líder servidor é  uma espécie de capacho de seus liderados. Por esse e outros motivos, Hunter escreveu o livro “De volta ao Mosteiro”, onde enfatiza que um líder servidor é aquele que atende as NECESSIDADES das pessoas, não as suas VONTADES. De fato, ele está certo. Nem mesmo Deus vive atendendo as nossas vontades, pois como diria Augusto Cury, se Deus fizesse isso, nós seríamos deuses e Ele seria nosso servo.

3 –  John Daily, o personagem principal da história, ao longo de 2 anos, não coloca em prática as coisas que aprendeu com mestre Simeão, então passa por um período difícil repleto fracassos como líder e como pai. Então ele decide voltar ao mosteiro e lá aprende, dentre outras lições, que amar não significa gostar das pessoas. Amar é aquilo que se faz e não aquilo que se sente. Ele também aprende que se quisesse influenciar as pessoas ele precisava ficar mais aproximo delas. Ao término da história ele faz uma série de mudanças na sua vida, dentre elas, passar mais tempo com a família.

4 – Hunter é enfático em dizer no livro que ninguém é obrigado a gostar das pessoas para ama-las. O amar é respeitar e servir, e acima de tudo, é agir. Conforme ele ensina no livro, o verdadeiro amor, de acordo com I Coríntios 13, não tem nada haver com sentimentos.   

5 – Sendo Jesus um carpinteiro do interior, como ele foi capaz de ensinar lições aos pescadores, pastores e outros profissionais e assim se tornar no maior líder da história? É que Jesus, antes de ensinar, aprendeu com as pessoas. Por isso, você que deseja ser um grande lider, professor, pai ou mãe, busque amar, conhecer e influenciar aqueles a quem você precisa conduzir. Aprenda com Jesus, seja um contínuo aprendiz do comportamento humano.
“É preciso que ele seja hospitaleiro, amigo do bem, sensato, justo, consagrado, tenha domínio próprio e apegue-se firmemente à mensagem fiel, da maneira pela qual foi ensinada, para que seja capaz de encorajar outros...” (Tito 1:6-9)
Livro A Harpa de 1000 Cordas

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

COMPARTILHE O SEU MELHOR

O quê você faria se descobrisse um meio de se tornar no centro das atenções? Você dividiria isso com os outros?

O grande escritor e treinador de líderes John Maxwell conta em seu livro que, quando começou sua carreira como pastor, pensava que a liderança era como uma corrida, na qual teria que trabalhar duro e aumentar cada vez mais seu desempenho. A cada ano, mal podia esperar pelo resultado do relatório anual com as estatísticas de todos os líderes, onde podia comparar seus números com os dos demais pastores de sua denominação. Ele acompanhava seu progresso e checava para ver quem ele havia superado. Todo ano ele chegava mais perto do topo da lista, e aquilo lhe dava uma enorme satisfação. No entanto, havia 2 grandes problemas com aquele tipo de raciocínio: primeiro, pensava que seu título lhe tornava um líder; segundo, achava que subir a escada da sucesso deveria ser sua maior prioridade. No fim das contas ele não percebia que a liderança é tanto uma questão de relacionamento quanto de ambição profissional. Ele notou que os membros da igreja o ouviam por educação, mas não o seguiam. Ele levou quase uma década para compreender que as pessoas não se importam com o quanto você sabe até saber quanto você realmente se importa com elas. Como ele estava ocupado demais tentando progredir, ele pouco se importava com as pessoas. Certo dia, ele queria promover um treinamento de como administrar o tempo, talentos e finanças para os membros da sua igreja. Sabia que esse tipo de treinamento era importante, mas, por causa de sua falta de experiência, não tinha recursos dos quais pudesse se valer. Foi a uma livraria em busca de material, e não encontrou nada. Conforme ele dirigia de volta pra sua casa, pensou em desistir ou tentar desenvolver esse material sozinho. O problema é que isso era muito difícil, ainda mais naquela época que não havia internet e levaria muito tempo para ele terminar. Decidiu dar o seu melhor assim mesmo. Levou meses para preparar o material a partir do nada, mas, depois de muitas horas dedicação, estava pronto. E, para sua grande alegria, foi um grande sucesso! A frequência da igreja cresceu, os recursos financeiros aumentaram e os membros começaram a trabalhar voluntariamente. Foi uma experiência transformadora para aquela pequena igreja, promovendo um grande impulso. Os resultados podiam ser vistos no relatório anual, que registrava um aumento impressionante nos números e certamente aquilo lhe ajudaria rapidamente a chegar no topo. Logo se espalhou a notícia de que algo muito interessante havia acontecido naquela congregação. E não demorou muito para que líderes de outras igrejas o procurassem para conhecer suas técnicas. Naquele momento, ele enfrentou um dilema: o que deveria fazer? Guardaria o que havia aprendido sozinho ou dividiria seu conhecimento com os outros?

O quê você faria se estivesse no lugar dele?

Jhon chegou a pensar que, se guardasse para si aquela informação, como acontece frequentemente dentro das organizações, poderia manter sua vantagem sobre os demais colegas. Aquele dilema lhe angustiou por muitos dias. Mas, por fim, decidiu dividir seus conhecimentos. O resultado foi que ele se sentiu realizado depois de ajudar aqueles líderes. Pelos 24 anos seguintes, ele ministrou aquele mesmo treinamento várias vezes e, ao final, disponibilizava suas lições para quem estivesse interessado. Por meio dessa atitude, ele pode conhecer muitas pessoas. O mais irônico é que, ao manter uma mentalidade de abundância e compartilhar o que ele tinha de melhor  com outros, acabou alcançando uma reputação nacional e internacional.

Da história acima podemos absorver as seguintes lições:

1 -  John Maxwell diz que o sucesso é fugaz, no entanto, a pessoa que busca crescimento e investe em seus relacionamentos terá uma chance bem maior de alcançar sucesso, pois ninguém jamais alcançou nada relevante sozinho. Como ele mesmo afirma: “Um é um número muito pequeno para se alcançar a grandeza.”

2 – No universo microscópico, as células se dividem para que o corpo todo se desenvolva. Na vida é a mesma coisa, é preciso dividir o que temos de melhor para que cresçamos e nos desenvolvamos. Sem divisão, não há renovação. Sem renovação, não há desenvolvimento!

3 – Quando jesus disse : “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura." (Marcos 16:15), Ele estava nos ensinando que, ao dividir com as pessoas a grandeza da palavra de Deus, somos intensamente abençoados, pois por meio dessa atitude podemos sair da zona de vitimização para uma zona de liderança.

“Então, Jesus aproximou-se deles e disse:Foi-me dada toda a autoridade nos céus e na terra. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações.” Mateus 28:18-19

📖 A Harpa de 1000 Cordas

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

LIDERE SEUS SUPERIORES

Stephen Covey escreveu em seu livro "Os 7 Hábitos " que trabalhou numa organização por vários anos, sob a liderança uma pessoa muito dinâmica, criativa, talentosa, capaz e brilhante, mas tinha um defeito: possuía um estilo ditatorial de direção. Tratava as pessoas como serviçais, como se elas não tivessem opinião. Seu modo de se dirigir às pessoas na organização sempre começava por:  "faça isso... pegue aquilo... agora resolva isso... depois vá para lá... eu tomo as decisões".  O resultado foi que ele praticamente alienava todo o corpo de executivos ao seu redor. Estes se reuniam no corredor para reclamar entre eles. As discussões eram sempre muito acaloradas, mas eles não passavam disso, tirando o corpo fora das responsabilidades, escudados pelas fraquezas do presidente.
– Você não pode imaginar o que aconteceu desta vez – alguém falou um dia. – O presidente veio até meu departamento. Eu estava com tudo pronto. Só que ele entrou e deu ordens completamente diferentes.  Todo o serviço que eu realizara durante meses foi pro buraco, sem mais nem menos. Nem sei como consigo continuar trabalhando para ele. Quantos anos faltam para ele se aposentar?
– Ele tem apenas 59 anos – alguém comentou. – Acha que consegue aguentar mais 6 anos?
Um dos executivos, contudo, era proativo. Agia em função de valores, e não de sentimentos. Ele tomou a iniciativa –  estudou, procurou compreender e antecipar os desdobramentos da situação. Não fez vista grossa para as deficiências do presidente. Mas, em vez de criticá-las, procurou compensá-las. Onde este era fraco, em matéria de estilo, buscava incentivar seu pessoal, de modo a tornar tais deficiências irrelevantes. E ele tentava estimular os pontos positivos do presidente –  sua visão, seu talento, sua criatividade. Apesar de também ser tratado como um capacho, fez mais do que era esperado. Ele antecipou as necessidades do presidente. Tentou compreender as preocupações deste, de modo que, ao apresentar seus relatórios, também fazia análises e recomendações. Na reunião seguinte, era "faça isso" e "faça aquilo" para todos os executivos, menos um. Quando se tratava daquele homem, a frase era: "qual é a sua opinião?" Este fato agitou bastante a organização. As cabeças reativas começaram a fazer rodinhas para despejar seu despeito e inveja naquele homem proativo. Mas pouco a pouco a influência daquele homem cresceu mais e mais. Chegou ao ponto em que ninguém na organização tomava uma decisão importante sem consultar e obter a aprovação dele, inclusive o presidente. Apesar disso, não se sentia ameaçado, pois a força de um aumentava a força do outro e aquele homem ainda compensava certas fraquezas do presidente, que agora contava com força dobrada.

Da história acima podemos absorver as seguintes lições:

1 - Sempre que modificamos parte de uma fórmula química, alteramos a natureza do seu resultado. Da mesma forma, sempre que escolhermos nossa reação em relação a uma circunstância, também afetamos intensamente esta mesma circunstância. Isso significa que a essência de seu sucesso não depende necessariamente de uma situação, mas dos seus valores e percepções para saber o que fazer.

2 – Assim, como aquele homem era criticado pelo despeito e inveja de seus pares, você certamente será criticado por acreditar em seus valores. Mas mesmo assim, insista em permanecer firme aos seus princípios. José foi preso por sua fidelidade. Paulo e Silas foram encarcerados por sua fé. Jesus foi morto por amor pela humanidade. Todos aqueles que um dia cravaram seus nomes na história tiveram que passar por grandes privações em função daquilo que acreditavam.

3 – Talvez você não esteja satisfeito com seu chefe. Há inclusive pesquisas que informam que 85% das pessoas que deixam a empresa não saem por causa da organização, mas por causa de seus gestores. No entanto, como na história acima, isso pode ser mudado. De fato, aqueles que são capazes de liderar a si mesmos, estão aptos para liderar até mesmo seus superiores.

“Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens, sabendo que receberão do Senhor a recompensa da herança. É a Cristo, o Senhor, que vocês estão servindo. “ (Colossenses 3:23-24)

A Harpa de 1000 Cordas

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

VIRE AS PÁGINAS DA VIDA E SIGA EM FRENTE

Scott Richardson, antes de ir para a faculdade, passou o verão vendendo livros na Pensilvânia. Ele recebeu treinamento básico na área de venda durante uma semana. Quando começou a bater de porta-em-porta oferecendo os livros, ele teve uma tremenda sorte de principiante e conseguiu fazer uma venda na primeira casa que visitou. Aquela, contudo foi a única venda que fez em duas semanas. Então seu gerente de vendas resolveu trabalhar com ele para ver o que estava acontecendo.
– Scott, você não está fechando a venda. Você, nem sequer está tentando fazer a venda.
– Não estou tentando? – Exclamou Scott. – Claro que estou.
- Não está, não. Olhe, basta começar mostrando um pouco os livros, depois você fecha. E se o comprador disser: “Não, não estou interessado”, você diz “sei exatamente o que quer dizer”, então mostra os livro um pouco mais e tenta fechar de novo.
– Isso é loucura – disse Scott. – Eles vão me colocar porta afora!
– Tente!
“Seja o que Deus quiser”, Pensou Scott.
Na próxima visita, ele mostrou um pouco dos livros e perguntou à dona de casa se podia preencher o pedido.
– Para ser sincera, não estou interessada – ela disse.
– Tudo bem, sei exatamente o que você quis dizer – ele retrucou, mostrando novamente o livro, e fez uma nova proposta de fechar a venda.
– Olha, eu não tenho dinheiro. – a senhora respondeu.
– Sei exatamente o que quer dizer – ele mostrou novamente o livro, mostrando as próximas páginas, dando início a uma nova rodada.
Scott tentou concluir a venda 5 vezes e já estava desesperado até que, na sexta vez, ela disse:
– Está bem!
Dias depois, Scott foi ao banco depositar seus cheques das vendas e viu aquela senhora num dos guichês. Ela olhou pra ele meio envergonhada. “Ah, meu Deus”, ele pensou, “Talvez eu tenha forçado a mulher a comprar e agora ela está constrangida, mas tudo bem, sempre dizemos aos clientes que podem cancelar o pedido quando quiserem.”
Scott entregou os cheques e, para sua surpresa, ouviu da senhora as seguintes palavras:
- Scott, espero que não tenha se aborrecido por eu ter levado tanto tempo para decidir, mas precisava ter certeza de que queria mesmo aqueles livros. Agora, estou contente com minha decisão.

Aquela foi uma grande lição. Daquele momento em diante, Scott nunca mais teve medo de virar as páginas da vida e seguir em frente diante de um não. Da mesma forma, sempre que a vida lhe der uma resposta negativa, vire as páginas, diga “sei exatamente o que quer dizer”, e siga em frente, sendo firme e específico quanto aos seus objetivos.

Estatisticamente falando, 80% das vendas acontecem entre o 5º e 12º contato do vendedor com seu potencial cliente. Sem dúvida, a persistência é a chave do sucesso. Então, quando a vida lhe disser não, finja que entendeu, vire as páginas e tente novamente.

“Não se apavore nem desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar”. (Josué 1:9)

A Harpa de 1000 Cordas

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

MUDE AS CIRCUNSTÂNCIAS

Em 1882 nascia nos EUA um menino muito querido. Ele foi criado numa família próspera que tinha fortes conexões políticas. Seu pai e sua mãe tinham ascendências holandesa e francesa, respectivamente. Durante a juventude, obteve sua primeira graduação na Universidade Harvard e uma segunda na Escola de Direito de Columbia, antes de se empregar em uma prestigiada empresa de Wall Street. Em 1905 casou-se com sua prima de quinto grau e tiveram seis filhos. Com o tempo deixou de lado a advocacia para ingressar na vida política. Foi eleito senador e depois nomeado secretário-adjunto da marinha. Em 1920, foi o candidato à vice-presidência de seu país, mas foi derrotado. No ano seguinte, aos 39 anos, foi acometido por uma poliomielite, mas continuou suas atividades políticas. Chegou, inclusive, a aparecer de muletas nas convenções que participara.  Devido a doença, ele passava os verões em tratamento numa fundação, na Georgia, aonde ele podia conversar e ouvir as pessoas mais pobres do país. Esse fato lhe inspirou várias das suas ideias sobre o New Deal, um programa de governo que previa uma maior participação do Estado na regulamentação da economia. Em 1928 foi eleito governador de Nova York e reeleito em 1930, após uma campanha para contornar a crise econômica de 1929, onde implementou o New Deal. Em 1932 foi eleito presidente dos Estados Unidos, mas seu maior desafio só estava começando. A situação de seu país não era nada animadora: 9 mil bancos haviam quebrado, 85 mil empresas estavam falindo, e para piorar, mais de 15 milhões de pessoas estavam desempregadas. No dia de sua posse o PIB norte-americano já tinha caído à metade.

O que fazer quando sobre você está toda a responsabilidade de resolver uma terrível crise?
“Faça o que puder, com o que tiver, onde estiver.” – É o que ele disse. Essa frase deixa claro sua determinação. Ele enfrentou muitas críticas dos banqueiros para fazer as mudanças necessárias, mesmo assim, implementou várias reformas, estabeleceu impostos maiores para os mais ricos; impôs maior controle sobre as atividades bancárias e sobre os serviços de utilidade pública; criou um imenso programa para diminuir o desemprego da população; cortou de gastos, dentre outras ações. Dessa forma, ele conseguiu levantar a moral de seu povo e ressuscitar a economia americana. Por causa disso ele foi reeleito em 1936, 1940 e 1944, tornando-se o único presidente que governou os Estados Unidos por 4 vezes.  Depois de superar a crise econômica, vem a Segunda Guerra Mundial. Em meio aos conflitos, ele procurou manter uma relação neutra com os demais países europeus. Mas a posição de neutralidade dos EUA foi desafiada quando, em 1941, o Japão atacou a base americana de Pearl Harbor. A força americana teve que ser acionada e junto com o império britânico de Winston Churchill, entrou na guerra contra a Alemanha nazista. Até hoje ele é considerado um dos presidentes americanos mais importantes da história. Responsável por trazer esperança para seu povo durante a Grande Depressão e a Primeira Guerra Mundial. Incrivelmente ele conseguiu administrar as duas situações caóticas com bastante habilidade, trazendo um futuro próspero para os americanos. Ele inclusive foi o primeiro presidente dos Estados Unidos a aparecer na televisão. Seu nome é Franklin Delano Roosevelt. 
Roosevelt morreu  1945 vítima de uma hemorragia cerebral, pouco antes da guerra terminar. Em sua homenagem, várias estátuas e memoriais foram erguidos. Sua casa virou patrimônio histórico nacional. Sua imagem aparece na moeda americana de dez centavos. Muitos parques e escolas, bem como um porta-aviões, uma estação de metrô em Paris, bem como centenas de ruas e praças através do mundo, levam seu nome.
Dos fatos acima podemos obter as seguintes lições:
1 - A capacidade de reverter as circunstâncias é um traço característicos dos grandes líderes. Por exemplo, quando Louis Gerstner assumiu a IBM, em 1993, a empresa havia perdido 17 bilhões de dólares em 3 anos. Quando ele entrou, a IBM vendia computadores. Quando deixou a empresa, em 2002, a IBM era uma moderna, ágil e lucrativa prestadora de serviços. Assim era Roosevelt, que mostrou uma incrível capacidade de mudar as circunstâncias. Como ele conseguiu isso? “De longe, o maior prêmio que a vida oferece é a chance de trabalhar muito e se dedicar a algo que valha a pena.” – disse ele.
2 – As grandes inspirações de Roosevelt eram obtidas ouvindo as pessoas. Hitler era inflexível e não tolerava ouvir conselhos que não fossem meras repetições de suas ordens. Se por um lado Roosevelt alcançou a vitória, Hitler pagou um preço alto demais por sua arrogância.
3 - Roosevelt era muito criticado, mas seus críticos se calaram após verem os resultados de seu trabalho. Apesar da paralisia física, ele não se deixou paralisar por tais julgamentos. Seu biografo, Jean Edward Smith, afirmou, em 2007: "ele se levantou de uma cadeira de rodas para erguer uma nação que estava de joelhos".  Da mesma forma, se você não deseja ser paralisado pelas críticas, levante-se e mostre os resultados de seu trabalho.
4 – O historiador da Universidade de Stanford, David Kennedy, descreveu várias características que explicam o sucesso de Roosevelt: “ele entendia as coisas com muita rapidez; ele conseguia se ligar às pessoas; ele tinha autoconfiança; ele era dedicado à causa pública; ele desenvolveu um caráter forte; ele tinha uma visão clara da nação e de seu papel no mundo; ele tinha as habilidades políticas necessárias para levar seus projetos além das pranchetas...” Por causa disso, Roosevelt é considerado como um dos melhores presidentes que os Estados Unidos já teve e também um dos homens mais admirados do século XX. O segredo de seu sucesso? Sua vontade de acertar. “O único homem que nunca comete erros” – disse Roosevelt –  “é aquele que nunca faz coisa alguma”. 
E você? Acredita na capacidade de fazer grandes realizações?
"Ele nos capacitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito; pois a letra mata, mas o Espírito vivifica". (2 Coríntios 3:4-6)
Livro A Harpa de 1000 Cordas

domingo, 30 de agosto de 2015

RIA & SORRIA MAIS

Ao ser diagnosticado como portador de uma doença que afeta a coluna cervical, Norman Cousins ouviu dos médicos que nada podia ser feito para ajudá-lo e que ele sofreria dores horríveis até morrer. Cousins resolveu então se confinar num quarto de hotel com todo os filmes de humor que pôde encontrar. Viu e reviu todos os filmes, vezes sem conta, dando as gargalhadas mais altas e intensas que podia. Depois de 6 meses, os médicos ficaram atônitos com o que constataram: a doença de Cousins fora completamente curada. Ou seja, simplesmente desaparecera. Este espantoso resultado levou a publicação do livro de Cousins, chamado "A Força Curadora da Mente", e ao começo de uma intensa pesquisa sobre as funções químicas liberadas pelo cérebro quando rimos. Com uma composição química similar a da morfina e da heroina, ela produz efeito tranquilizante sobre o corpo, ao mesmo tempo que reforça o sistema imunológico. Isso explica porquê pessoas felizes raramente adoecem,  e as infelizes e queixosas parecem adoecer mais facilmente. Com base na experiência de Cousins, diversos hospitais americanos criaram na década de 1980 as "Salas de Riso", onde os pacientes usufruem de livros, filmes de comédia e programa de visitas regulares de comediantes e palhaços. O resultado disso foi a redução do tempo médio de hospitalização, diminuição do número de analgésicos requeridos pelos pacientes, dentre outras melhorias.

Da experiência acima podemos tirar as seguintes lições:

1 - O riso é uma experiência oriunda de nossa natureza. Nós choramos ao nascer, mas começamos a sorrir a partir das cinco semanas e rir entre o quarto e o quinto mês de vida.

2 - Numa experiência na Universidade de Upsala, na Suécia, os voluntários eram instruídos a fazer expressões carrancudas quando vissem um sorriso, e a sorrir quando vissem uma expressão zangada. O resultado foi que, embora tentassem conscientemente controlar suas reações, eles acabavam espelhando as expressões que viam, mesmo esforçando para não fazê-lo. Assim, está comprovado cientificamente que, quanto mais você sorrir, mais respostas positivas você terá de outras pessoas.

3 - O empresário e apresentador Roberto Justos dizia que a maioria das pessoas pensa que dinheiro trás felicidade, mas para ele, é a felicidade que atrai o dinheiro. A escritora Sandra Taylor diz em seu livro "A Ciência do Sucesso" que a alegria é essencial para alcance do sucesso. Por isso ela cita um poema da idade média que diz: "se somente dois pães lhe restam, venda um e compre flores para decorar sua alma".

3 - Segundo Allan & Barbara Pease, a princesa Diana costumava usar uma expressão especial, caracterizada pelo sorriso de lado olhando para cima, dessa forma ela cativava os corações das pessoas, levando os homens a quererem protegê-la e as mulheres a quererem a ser como ela.

4 - Enfim, as pessoas que conquistam melhores posições no mercado são aquelas que irradiam alegria e motivação. Isso acontece porque o riso ajuda a criar vínculo com as pessoas e atrai mais amigos. O humor nos anúncios faz crescer as vendas. Numa apresentação ajuda na aprendizagem. No corpo estimula a produção de endorfinas, analgésicos naturais e agentes que ajudam a aliviar o estresse e a curar doenças. O riso também aumenta a quantidade de oxigênio no sangue, melhora a saúde e estende a vida. Um minuto de boas gargalhadas proporciona 45 minutos de relaxamento subsequente. 100 risadas tem o mesmo efeito que 10 minutos de ginástica abdominal com aparelhos.

5 - Infelizmente a medida que envelhecemos, mais carrancudos nos tornarmos. Enquanto uma criança ri 400 vezes por dia, um adulto ri em media apenas 15 vezes. Um ambiente triste faz mal a saúde e a tristeza prolongada faz da boca caída uma expressão facial permanente, além de tornar doente aqueles que fazem uso contínuo do mal humor e pessoas próximas. Como diria João Chinelato: "Quando você se afasta de pessoas complicadas até sua saúde melhora."

"O coração alegre aformoseia o rosto; mas pela dor do coração o espírito se abate". (Provérbios 15:13)

📖 Livro A Harpa de 1000 Cordas

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

NUNCA DESISTA DE SEUS SONHOS

Um menino nasceu em 1874 no seio de uma importante família que morava num palácio imponente. Mesmo assim, ele não teve uma infância propriamente feliz. Seu pai, apesar de ter sido um político carismático, vivia distante, tanto física quanto emocionalmente. Sua mãe sozinha não conseguia suprir as carências afetivas do filho. Conta-se que ele foi um aluno relapso nos estudos e tinha problemas com matemática e latim, apesar de demonstrar um certo interesse por história. Mas, mesmo em meio as dificuldades, ele acabou sendo aceito na academia militar. Nos anos seguintes ele conseguiu evoluir por causa de dois fatores: a leitura e a escrita. Durantes as missões como soldado a outros países, esses hábitos se intensificaram. Leu Platão, Aristóteles, Adam Smith e absorveu as ideias dos grandes mestres da língua inglesa. Dessa maneira o jornalismo acabou se tornando seu ponto forte. Escreveu reportagens sobre as operações militares em que participava para os principais jornais londrinos e alguns desses escritos, pela qualidade e intensidade, começaram a conquistar leitores e seguidores. Aos 26 anos iniciou sua carreira política como deputado. Aos 31 anos, foi nomeado subsecretário, passando por várias funções públicas, chegando a ser ministro da Marinha, onde coordenou muitas missões militares. Teve muitos altos e baixos na sua carreira política. Com a invasão da Polônia pelas tropas de Hitler, ele chamou a atenção para o perigo da Alemanha nazista. Quando eclodiu a guerra, ele foi designado primeiro-ministro e depois ministro da Defesa. Em maio de 1940, no mais dramático discurso que o Gabinete de Guerra escutara, a posição do então premiê foi clara: “as nações que caíram a lutar, levantaram-se de novo. Mas aquelas que se renderam covardemente acabaram liquidadas para sempre”. E acrescentou, com um toque de dramatismo: “se o fim chegar com a invasão alemã, que cada membro desse gabinete lute até cair na sua própria poça de sangue”. Suas palavras ecoaram não somente pelo Parlamento, mas nas rádios, nas ruas, nos campos, nas praias, nas montanhas, exortando cada cidadão inglês a lutar até o fim. Então ele buscou ajuda, fez aliança com os Estados Unidos e União Soviética, e coordenou as ações militares na guerra contra a Alemanha de Hitler. No momento mais negro da Europa, o nome desse homem vem a tona: Winston Churchill.

Enquanto isso, Hitler conseguiu conquistar a Polônia, Dinamarca, Noruega, Bélgica, Países Baixos, Luxemburgo, França, Egito, União Soviética, Iugoslávia, Grécia, Itália e Hungria. Ele tinha a sua disposição mais de 4 milhões de homens, 3.300 tanques e 5.000 aviões. Mas no dia 6 de junho de 1944, os Aliados (União Soviética, os Estados Unidos e o Império Britânico) desembarcaram na costa norte da França com quase metade dos recursos de Hitler (2 milhões de homens, 4 mil navios e 10 mil aviões). Mesmo assim, os alemães não foram capazes de montar uma ofensiva em direção ao leste, recuaram até Berlim e perderam a guerra em casa. Em 30 de abril de 1945 Adolf Hitler, encurralado, tira a própria vida! Anos depois, em 1953, Winston Churchill recebe o Prêmio Nobel da Literatura por sua extensa obra histórico-literária cujo título era  "Savrola", um romance que narrava a história de uma república imaginária (Laurania), dominada por um ditador chamado Antonio Molara. Contra o ditador, levanta-se um personagem fictício por nome Savrola, que organizava um movimento armado e derrotava esse ditador. Na realidade, Churchill escreveu simbolicamente a própria história, já prevendo sua vitória sobre o inimigo.

Dos fatos acima podemos aprender 5 grandes lições:

1 – Durante a segunda guerra, num momento de grande crise mundial, perguntaram a Churchill se ele estava preocupado com guerra, já que Hitler estava prestes a invadir seu país. Sua resposta foi: "Estou muito ocupado. Não tenho tempo para preocupações." Nessa época ele trabalhava 16 horas por dia. E foi assim que ele venceu aquela ameaça. Da mesma forma, se você deseja vencer a crise e as preocupações, faça o como ele: tenha fé e lute!
2 – Ao longo da carreira, Churchill sofreu inúmeros reveses, derrotas, crises pessoais, doenças, impopularidade e críticas severas, mas nada disto o abateu. Sua capacidade de recuperação era impressionante. Depois de derrotar Hitler, Churchill fora convidado para dar uma palestra para jovens universitários de Oxford. Todos esperavam por um grande discurso, mas ele pegou o microfone e disse: “Nunca desistam! Nunca desistam!” E foi embora, pois já tinha dito tudo o que tinha de dizer. Assim, se você deseja um dia realizar todos os seus sonhos, nunca desista deles.
3 – Ele não perdia seu tempo e nem sua energia emocional com bobagens, tais como: recriminar e culpar terceiros; agir com maldade ou com vingança; disseminar boatos, fofocas ou realizar manobras sujas. Churchill gostava de perdoar as pessoas e era um conciliador natural. Nada lhe dava mais prazer do que substituir a inimizade por amizade. E isso fez dele um grande líder. Da mesma forma, se você deseja ser grande, aprenda a não dar voz e ouvidos as mesquinharias e maledicências.
4 – Churchill relacionava-se muito bem com todos que trabalhavam para ele, independentemente do nível hierárquico, e isso o fez querido pelo povo.

Nota: Todas essas práticas podem parecer exclusivas de pessoas especiais, como Churchill, Ghandi, Luther King, ou outro grande nome da História, mas qualquer pessoa pode alcançar essa grandeza, independente de conhecimento técnico, instrução, cultura ou nível social, desde que realmente queira.

5 – As palavras têm poder. Ler e escrever, além de desenvolver e organizar a mente, tem força profética. Assim como no romance Savrola Churchill já havia previsto que venceria o inimigo, você também tem uma história de vitória que já está prevista na Bíblia. Então leia-a e acredite no poder de suas palavras. 

“Pois Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio.” (2 Timóteo 1:7)

📖 Livro A Harpa de 1000 Cordas