quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

CONHEÇA E PRATIQUE PARA VENCER

Henry Ford teve muito pouco tempo de estudo, entretanto foi um dos homens mais “bem-educados” do mundo, porque adquiriu a habilidade de combinar as leis econômicas com as leis naturais, alcançando assim o poder que lhe permitiu tirar o que precisava do material da natureza.
Há muitos anos atrás, Ford moveu uma ação contra o jornal Chicago Tribune, acusando-o de haver publicado um artigo com alusões ofensivas à sua pessoa, uma das quais dizia que ele era um pacifista ignorante, etc. Quando a ação chegou ao tribunal, os advogados do Tribune pretenderam provar por meio do próprio Ford, o que havia sido escrito contra ele. Ford foi obrigado a apresentar-se no tribunal. Os advogados disseram que ele realmente era um ignorante, e com esse objetivo, o interrogaram sobre muitos assuntos. Uma das perguntas formuladas pelos advogados foi a seguinte:
- Quantos soldados a Inglaterra mandou para vencer a rebelião das Colônias, em 1776?
Cor ar de desprezo, sem se alterar, Ford respondeu:
- Não sei exatamente o número enviado, mas ouvi dizer que foi enviando um número muito maior do que o dos que voltaram.
Uma gargalhada geral contaminou o juiz, o júri, os espectadores, e até mesmo o advogado frustrado.
A série de perguntas prosseguiu por uma hora ou mais, e Ford manteve-se perfeitamente calmo durante todo o tempo. Finalmente, cansado das brincadeiras dos “astutos” advogados, a uma pergunta particularmente insultuosa, Ford levantou-se e apontando com o dedo para o advogado que o interrogava, replicou:
- Se eu pretendesse responder à pergunta idiota que o senhor acaba de fazer, ou a qualquer outra que já fizeram, permita-me lembrar-lhes que sobre a minha mesa de trabalho, tenho uma série de botões elétricos, e, colocando um dedo sobre um determinado botão, chamaria homens que poderiam dar-me uma resposta correta a todas as perguntas que me foram feitas, e a todas que os senhores não têm inteligência para formular, nem teriam para responder. Agora, tenham a bondade de dizer-me porque eu iria encher a cabeça com uma série de detalhes inúteis a fim de responder a todas as perguntas idiotas que me fizeram, quando tenho em torno de mim homens capazes, que me podem apresentar todos os fatos que necessito a um simples chamado meu?
Houve um silêncio no tribunal. O promotor ficou de queixo caído e arregalou os olhos surpreso. O juiz endireitou-se na cadeira e olhou fixo para Ford. Muitos jurados ficaram estupefatos e olharam em torno de si como se tivessem contemplado uma explosão. Até então, o advogado de acusação se divertira bastante a custa de Ford, exibindo assim com habilidade os seus próprios conhecimentos em comparação com o que julgava ser a ignorância de Ford, mas aquela resposta o deixou totalmente sem graça.
Ford, por meio desse fato, provou que a verdadeira educação não significa uma mera coleção de conhecimentos, mas em adquirir o saber necessário para atender às suas necessidades e desenvolver o próprio espírito. Esse conceito está em conformidade com o significado da palavra educar, que tem as suas raízes no vocábulo latino “educo”, que significa desenvolver-se de dentro, projetar-se, crescer por meio da lei da prática.”
Dos fatos acima podemos obter as seguintes lições:
1 – Ford, em sua época, foi o homem mais poderoso do mundo porque tinha a concepção prática do princípio do conhecimento organizado. O conhecimento em si não gera poder, caso contrário, todos os professores do mundo seriam milionários. O conhecimento só se torna poder quando o mesmo é organizado, classificado e posto em ação.
2 – Segundo Napoleon Hill, “o homem que sabe fazer um uso inteligente do conhecimento dos outros é mais educado do que aquele que, tendo conhecimentos, não sabe como emprega-los.”
3 – Ford talvez não tivesse nenhuma formação acadêmica, mas ele conhecia profundamente seu trabalho, principalmente sobre mecânica de motores e gestão de pessoas. O segredo do seu sucesso era saber como as coisas com as quais lidava funcionam. Isso comprova que, apesar do conhecimento não garantir o sucesso, ele sempre é importante. Ninguém chega ao êxito sem saber de nada.
4 – Segundo cientistas, a aprendizagem remodela a configuração física do cérebro, pois o conhecimento não somente muda nosso software, mas também transforma nosso hardware. Assim, se você deseja ser uma pessoa portadora de uma mente privilegiada e de um comportamento triunfante, jamais deixe de aprender! A cada dia 3 mil novos livros são lançados e quanto de tudo isso você tem tirado proveito?
“Recebei o meu ensino, e não a prata, preferi o conhecimento, antes do ouro puro. Porquanto, melhor é a sabedoria do que as mais finas jóias, e de tudo o que se possa ambicionar, absolutamente nada se compara a ela!” (Provérbios 8: 10-11)
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

REMOVA AS PEDRAS DENTRO DE SI MESMO

Certa vez um monge estava caminhando por uma estrada num fim de tarde. De repente percebeu que o capim alto à beira da estrada se mexeu. Um rapagão forte e corpulento saiu do meio do mato e prostrando-se de joelho implorou ao sábio que o tirasse daquela vida de frustração e angustias. O rapaz começou a contar sua história e disse ao sábio que ninguém o aceitava. Após escutar tudo o que o rapaz disse o sábio com tom meio distraído perguntou: “Aonde posso encontrar por aqui um pouco de água para beber?” confuso, o rapaz respondeu que logo ali, atrás do mato-alto havia um poço velho que ainda tinha água porém sem balde nem roldana. “Já sei, disse o rapaz, tenho aqui uma corda que posso amarrar em sua cintura e descê-lo ao fundo do poço. Assim o senhor pode beber até se saciar e ao final, é só puxar a corda que eu o puxarei para fora!”

O monge concordou e do fundo do poço, após ter matado sua sede, gritou para o rapaz: “Pode puxar!” imediatamente o rapaz começou a puxar a corda, mas, mesmo fazendo força o monge não apareceu. Era como se a corda nem tivesse se mexido. Ao olhar na penumbra do buraco percebeu que o monge estava agarrado em uma pedra no fundo do poço. Irritado, o rapaz gritou: “O monge, que brincadeira sem graça é esse? Estou fazendo uma força enorme para içá-lo e o senhor aí agarrado a esta pedra!”

“Calma, meu rapaz! Preste atenção ao que vou lhe dizer. Mesmo você sendo forte e disposto não conseguirá me tirar do fundo do poço se eu insisto em ficar agarrado a esta pedra. De forma similar, nem eu nem ninguém, por mais forte e disposto que seja conseguirá tirá-lo do fundo do poço se você insistir em se agarrar a seus pensamentos negativos e de angustia.” Após ser retirado do poço e perceber que o rapaz havia entendido o ponto, o sábio seguiu viagem deixando o rapaz refletindo sobre o que faria daqui para frente.

Da história acima podemos obter as seguintes lições:

1- Da mesma forma como a conteceu aquele rapaz, se você acredita que não vai conseguir vencer suas dificuldades – ninguém, nem mesmo Deus poderá fazer algo em sua vida. Permita-se a si mesmo aconquistar novas realidades. Solte as pedras que limitam seu potencial de vitória.

2 - Se você deseja ser grande ou conquistar qualquer coisa que você julga difícil, o primeiro passo é eliminar suas crenças limitantes. A jornada rumo ao sucesso é como uma viagem de carro, no entanto nenhum veículo pode enfrentar as sinuosidades de uma estrada, curvas perigosas, buracos e pedras, com o freio de mão puxado.

3 - Muitas pessoas acabam complicando as coisas por acharem que a vida precisa ser difícil, como diria Timothy Ferris:  "A vida não tem que ser tão difícil. Não tem mesmo. A maior parte das pessoas, inclusive eu mesmo no passado, passa muito tempo convencendo a si mesmas de que a vida tem que ser difícil..."

"Ah! Soberano Senhor, tu fizeste os céus e a terra pelo teu grande poder e por teu braço estendido. Nada é difícil demais para ti. (Jeremias 32:17).

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domingo, 24 de janeiro de 2016

LUTE POR AQUILO QUE ACREDITA

A Guerra dos Cem Anos foi um dos maiores conflitos da Idade Média, entre duas das principais potências europeias: França e Inglaterra. Apesar do nome, durou 116 anos. Começou em 1337 e terminou em 1453. Não foi um confronto ininterrupto, mas uma série de disputas que incluíram várias batalhas.

A Batalha de Sluys (1340);
A Batalha de Crécy (1346);
A Batalha de Calais (1347);
A Batalha de Poitiers (1356);
A Batalha de Cocherel (1364);
A Batalha de Azincourt (1415);
O Cerco a Orléans (1429);
A Batalha de Jargeau(1429);
A Batalha de Meung-sur-Loire (1429);
A Batalha de Patay (1429);
A Batalha de Formigny (1450);
A Batalha de Castillon (1453).

Durante o caos da guerra dos cem anos, enquanto o norte da França era dizimado pelas tropas inglesas e a monarquia francesa fugia, uma jovem de Órleans chegou dizendo ter recebido instruções divinas para levar o exército francês a vitória. Não tendo mais nada a perder, Carlos VII autorizou-a a comandar algumas tropas a partir do Cerco de Orléans. Para espanto geral, ela conseguiu uma série de triunfos sobre os ingleses. As notícias sobre a garota extraordinária se espalharam rapidamente. Sua fama crescia a cada vitória, até que ela se tornou uma heroína, assumindo o comando militar de toda a França. As tropas francesas, antes à beira do colapso total, conseguiram vitórias decisivas para a coroação do novo rei. Entretanto, ela foi traída e capturada pelos ingleses. Cientes da ameaça que ela representava, pois era um símbolo da própria França e alegava receber orientações do próprio Deus, os ingleses a levaram a um julgamento impressionante. Após um interrogatório com um final previamente combinado, ela foi julgada culpada e queimada na fogueira, aos 19 anos, em 1431. Seu nome era Joana d’ Arc.

Nos séculos que se seguiram, foram feitas centenas de tentativas de entender o que se passara na mente dessa extraordinária adolescente. Teria sido uma profetiza, santa ou louca? Os cientistas que recorreram a psiquiatria moderna e a neurociência  explicam que Joana provavelmente sofria de esquizofrenia, pois ouvia vozes. Outros contestam esse fato, pois os registros remanescentes de seu julgamento revelam que ela foi uma pessoa de pensamentos e fala racionais. Perguntaram, por exemplo, se ela estava na graça de Deus. Se respondesse sim, seria considerada herege. Se respondesse não, seria uma confissão de culpa, e portanto, uma fraude. De qualquer maneira ela estava perdida.  No entanto, sua resposta deixou todos boquiabertos, ela disse: “Se eu não estiver, que Deus me coloque lá; se eu estiver, que Deus me guarde”. O notário escreveu no registro: “Os que ficaram interrogando ficaram estupefatos.” De fato, as transcrições nos relatórios são tão impressionantes que George Bernad shaw colocou traduções literais em sua peça “Santa Joana”.


Dos fatos acima podemos tirar as seguintes lições:

1 - Joana d’ Arc era uma camponesa analfabeta que dizia ouvir vozes diretamente de Deus, e saiu da anonimato para levar um exército desmoralizado  à vitórias que mudaram os cursos das nações, fazendo dela uma das figuras mais fascinantes, envolventes e trágicas da história. Assim como os grandes profetas, ela deixou seu nome registrado na história por viver e lutar por aquilo que acreditava.

2 - Uma mesma guerra pode gerar muitas batalhas. Esse tipo de conflito assemelha-se a diversos que enfrentamos todos os dias como discussões mal resolvidas, debates intermináveis e disputas desnecessárias que só resultam em desgastes emocionais e morte dos relacionamentos. Na Bíblia, Esaú e Jacó viveram uma disputa ferrenha pelas bençãos do pai, é só após vinte anos entraram em acordo. Da mesma forma, se você quiser dar um ponto final a uma guerra, opte pela reconciliação. Não existe melhor caminho para a paz do que a aceitação, a diplomacia e o perdão.

3 – A diplomacia consegue mais do que a guerra. Mesmo um conflito longo e sangrento como foi a Guerra dos Cem Anos, bastaram apenas 2 anos de negociações feitos por habilidosos diplomatas dos dois países para que a guerra finalmente fosse encerrada.

4 – Mesmo pequenas intrigas podem dividir famílias, desfazer amizades e causar longas separações, tudo isso porque muitas vezes preferimos aceitar a condição de vitimas, disfarçar mágoas e evitar conflitos. A história mostra que bem melhor resolver logo o assunto do que ficar com ressentimentos que duram décadas. Dói na hora, como um remédio injetável, mas passa rápido, evitando-se assim uma doença que pode crescer até tornar-se incurável.

5 – Muitos cientistas acreditam que Joana D’Arc e a maioria dos profetas do passado tinham uma espécie de lesão epilética no lobo temporal, o que lhes faziam ouvir a voz de Deus. No entanto, outros  especulam a existência de um “gene de Deus”, que predispõe o cérebro à capacidade de sintonizar-se a voz de seu Criador.  Portanto, é plausível supor que nossa capacidade de responder a sentimentos de fé esteja programada em nosso genoma e que, cada um de nós, assim como o Moisés, Samuel e outros profetas, também podemos ter a capacidade de ouvir a voz de Deus, principalmente por meio da oração e pela leitura e obediência às sagradas escrituras.

“As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem.” (João 10:27).

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sábado, 23 de janeiro de 2016

PONHA ESSE SIMBOLO EM SEU CORACAO

Segundo o historiador Eusébio de Cesaréia, em 312 a.C, o imperador Constantino estava empenhado em uma das maiores batalhas de sua vida, a qual travaria contra o imperador Maxêncio. Ao encarar o exército inimigo duas vezes maior que o seu, ele percebeu que provavelmente morreria em batalha. Mas, naquela noite ele sonhou com um anjo trazendo a imagem da cruz e dizendo as palavras proféticas: “Com este símbolo, vencerás.”

Há momentos em que um homem deve tomar uma grande decisão. Decisões podem causar efeitos tão impactantes que podem transformar não somente o destino de uma nação, mas do mundo. E foi assim que aconteceu naquela noite de outubro, quando Constantino – filho de Constâncio e Helena – fora chamado a decidir qual seria o destino do Império de Roma. Não se sabe o que se passava eu sua mente, se ele estava seguro de suas decisões ou estava em dúvidas e hesitações. Sabe-se apenas que na manhã seguinte, ele não só fez imprimir a cruz de Cristo nos estandartes de suas legiões, mas mandou remover o Labarum, a águia imperial de Júpiter dos escudos romanos, e colocou a cruz seu lugar.

E foi dessa maneira que Constantino conseguiu impressionantemente derrotar o exército rival as margens do rio Tibre. No dia 28 de outubro de 313 a cruz saiu vitoriosa sobre a poeira do grande campo de batalha de Saxa Rubra. Esse fato levou Constantino a converter-se ao cristianismo. Um ano depois, a 13 de junho de 313, ele promulgou o Edito de Milão com o qual todas as leis contra os cristãos ficavam abolidas e o Cristianismo se tornava a religião oficial do Império Romano. Por meio disso, ele pôs fim à era das perseguições e abria uma nova época de liberdade de culto para os cristãos, antes perseguidos e servidos como alimento para os leões.

Os fatos acima nos trás as seguintes lições:

1 – Tudo o que decidimos hoje tem impacto estrondoso em nosso futuro. É o chamado “Efeito Borboleta”, cuja analogia diz que até mesmo o bater de asas de uma borboleta pode contribuir para a formação de uma grande tempestade. Da igual modo, se hoje você decidiu abrir uma empresa, fazer determinado curso na faculdade, casar com determinada pessoa, ou até mesmo comer determinado alimento num fim de semana, isso, de alguma forma, terá um grande impacto sobre seu futuro.

2 – A cruz, antes símbolo de morte, após o sacrifício de Jesus, é hoje vista como símbolo de vida. Isso não significa que ela deva ser usada como amuleto, ou erroneamente utilizada como nos tempos das cruzadas, moldadas nos escudos de guerreiros que “matavam em nome de Deus”. A cruz de Cristo deve remontar nossos pensamentos ao calvário, onde Jesus deu sua vida por amor, para salvar e libertar o homem que estava perdido. Como diria John Ston: “Se você quer uma definição do que é amor, não vá ao dicionário, vá ao calvário”.

"Nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os pagãos; mas para os eleitos – quer judeus quer gregos – força de Deus, e sabedoria de Deus. Pois a loucura de Deus é mais sábia do que os homens, e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens." (1 Cor 1: 23-25)

Harpa de 1000 Cordas

domingo, 17 de janeiro de 2016

SEJA INTELIGENTE E PERSISTENTE

Ele teve uma infância difícil, mas divertida. Seus pais trabalhavam na lavoura quando adolescentes e chegaram a passar enormes dificuldades financeiras. Eles tiveram seis filhos que dormiam dentro do mesmo quarto, numa pequeníssima casa. Sua mãe sofria de fobia social e por isso nunca saía de casa sozinha. Para conter a guerra que seus filhos realizavam, ela fazia as malas e ameaçava ir embora. Porém, tomava o caminho do quintal. As crianças comovidas, pediam para que ela voltasse e se aquietavam naquele dia. O menino, por sua vez, cresceu hipersensível e vivia distraído, desconcentrado e detestava a rotina dos estudos. Seu comportamento era marcadamente irresponsável. Gostava de festas e poucos compromissos. Durante os dois primeiros anos do ensino médio ele não usou nenhum caderno. Raramente copiava a matéria dada em aula, a não ser quando, num caso extremo, pedia uma folha emprestada. Seu pai tinha um problema cardíaco e desde cedo o estimulou a ser médico. Com base nesse sonho, o filho desejou ser não apenas médico, mas cientista. Mas aquilo era um sonho muito grande para quem considerava a escola o último lugar em que gostaria de estar. Ele se sentia um estranho num ninho. Não se adaptava ao sistema escolar. Na adolescência, usava roupas bizarra e vivia com os cabelos revoltos. Quando dizia que queria ser médico, todos riam da cara dele.  Nem seus amigos mais íntimos acreditavam nele. Dizer que queria ser um cientista era uma loucura para quem não prestava atenção nas aulas. Somente seus pais nunca deixaram de acreditar no potencial do filho. Mas próximo da idade adulta, o jovem decidiu parar de brincar com a vida e não ficar mais à sombra do pai. Queria construir a própria história. Deixou as festas, as orgias, o convívio com amigos e resolveu ir atrás de seus sonhos. No entanto, cerca de 70% daquilo que as pessoas planejam falha na fase de execução não por falta de inteligência ou visão, mas por falta de disciplina. Assim, o jovem sabia que precisava de disciplina e teve que pagar um alto preço em busca de seus sonhos, sacrificando horas de lazer para estudar 12 horas por dia para entrar na faculdade de medicina. Sentia vertigem e sono, mas perseverava. Quando ninguém esperava nada dele, ele passou no vestibular e entrou na faculdade de medicina.
Na faculdade, era questionador e pensava diferente dos professores. Não engolia as informações sem antes questioná-las. Assim, ele escrevia no caderno as matérias numa forma diferente do que era ensinada. Apesar de ser uma pessoa sociável, seguro, destemido e apaixonado pela vida, seus conflitos internos o levaram a depressão. Durante as férias do segundo para o terceiro ano da faculdade ele deprimiu-se. Chorava sem lágrimas. Andava angustiado, tinha insônia e desmotivação. Não sabia que aquilo era uma depressão, pois não havia tido aulas de psiquiatria sobre o assunto. Contudo, ninguém percebeu sua crise, pois soube escondê-la de seus colegas e íntimos. Apesar da proximidade dos amigos, ele sentia-se na mais profunda solidão. No entanto, quando estava prestes a perder as esperanças, ele decidiu voltar para dentro de si mesmo. Começou a questionar qual o sentido da vida e qual sua postura diante do próprio sofrimento. Então resolveu deixar de ser vítima de sua miséria emocional e ser líder de si mesmo. Procurou perscrutar seu caos e entender os fundamentos de sua crise. Criticava sua dor e questionava seus pensamentos negativos. Naquele momento ele aprendeu uma grande lição de inteligência:
“Quando o mundo nos abandona, a solidão é superável, mas, quando nós mesmos nos abandonamos, a solidão é quase insuportável.”
Ele passou a desenvolver técnicas que aprendia consigo mesmo. Registrava todas as suas descobertas. Antes ele detestava escrever, mas agora escrevia com prazer. Em qualquer lugar fazia anotações. Seus bolsos viviam cheios de papeis. Quando seus professores terminavam de dar uma aula junto ao leito de pacientes com câncer, cirrose, enfisema pulmonar, seus colegas saíam, mas ele ficava. Queria conhecer a história, os medos, os recuos, os pensamentos e os sonhos de seus pacientes. Amava entrar no mundo deles e anotava suas percepções. Foram muitas suas descobertas, de forma que, no último ano de medicina ele escrevia quatro horas por dia.
Após terminar a faculdade, ele procurou uma grande universidade para continuar suas pesquisas. Procurou um cientista, um doutor em psicologia, para expor suas observações. Falou rapidamente sobre sua intenção de pesquisar sobre a construção de ideias, a formação da consciência e a natureza da energia psíquica. O resultado? Foi humilhado. O professor perguntou-lhe ironicamente se ele queria ganhar o prêmio Nobel e fechou-lhe a porta. O jovem, pela primeira vez, sentiu a dor da rejeição, mas decidiu continuar. Procurou outra universidade, mas desta vez foi mais preparado. Levou uma apostila que continha centenas de páginas sobre suas ideias. Enfrentou uma banca examinadora compostas de ilustres professores. Uma examinadora pegou seu material e perguntou quem o havia orientado. Ele disse que o assunto era inédito, não havia orientador. O resultado foi que ele foi mais humilhado ainda! Ela lhe disse que não havia espaço para ele naquela universidade. Novamente a dor da rejeição tocou a alma daquele jovem. Depois da amarga experiência, ele fez várias tentativas para publicar seus estudos. Procurou por editoras. Esperou por meses uma resposta, mas nenhuma teve sequer o trabalho de envia-lhe uma resposta.
Depois de tantas derrotas, teria que abandonar suas pesquisas para exercer psicologia clínica afim de sobreviver. Através das técnicas que aplicava, muitos pacientes obtinham uma grande melhora na sua qualidade de vida. Assim, ele teve uma ascensão profissional meteórica. Começou a dar palestras e entrevistas na mídia sobre conflitos psíquicos.  Em menos de dois anos estava nos principais canais de TV. Porém, havia algo de errado dentro dele. Era infeliz, pois havia enterrado seu maior sonho: ser um cientista. No auge do status social, decidiu abandonar tudo em busca de seu sonho. Ninguém o apoiou, somente sua esposa. Saiu da capital e foi morar no interior. Desejava está em um lugar tranquilo onde pudesse pesquisar e escrever.  Contribuiu uma clinica dentro de uma mata. Começou tudo de novo. Apesar da difícil localização, clientes apareceram e em pouco mais de um ano, sua agenda estava cheia novamente. Com o passar dos anos, sua produção científica intensificou-se, obrigando-o a reduzir seus atendimentos. Passou a escrever mais de vinte horas por semana, depois trinta. Chegou a escrever de 9 da manhã até uma da madrugada, sem nenhuma interrupção. Passou-se o tempo e ele teve três filhas. Uma delas, com 11 anos, chegou a perguntar quando ele terminaria o livro que ele começara a escrever antes dela nascer. Ele passou a mão no rosto e não conseguiu lhe dar uma resposta. Sua esposa se adiantou e disse: “Minha filha, seu pai nunca vai terminar esse livro. Pois no dia em que terminar, ele vai morrer...”Mas passaram-se mais de 17 anos, ele terminou os pressupostos básicos de sua teoria (e não morreu). Ele escreveu mais de três mil páginas. No entanto, nenhuma editora publicaria um livro com todo esse volume de informação. Então num esforço dantesco, ele resumiu sua obra em 400 páginas e enviou para algumas editoras. Depois de quatro meses, recebeu uma carta com uma resposta negativa. Passado mais algum tempo, recebeu outra carta dizendo que aquele material não preenchia a sua linha editorial. Mas ele não desistiu, tirou cópias de seu material, foi a pequena agência dos correios de sua cidade e enviou para outras editoras. Foram longos meses de espera. Depois de aguardar ansiosamente por uma resposta, de repente outra carta e mais uma resposta negativa.  Passado algum tempo, chegou uma quarta carta. Desta vez, sua esposa veio entrega-la.  Quando abriram a carta juntos, e leram a resposta. Outra decepção, negativa novamente. Já sem muita expectativa, ele foi à agência do correio e postou mais uma vez. Passados alguns meses, veio a surpresa. Finalmente, uma resposta positiva. Uma grande editora decidiu apostar no projeto e publicar sua obra. Ele publicou o livro com o título “Inteligência Multifocal”, o nome de sua teoria. Entretanto, após publicar o livro, quase ninguém entendeu seus textos, de tão complexos que eram. Mesmo sendo apreciados por muitos profissionais das área de educação, psicologia e até alguns acadêmicos, poucos exemplares foram vendidos. Então ele decidiu escrever outra obra, mais simples, onde analisaria a personalidade de um grande pensador da história, sob a ótica da teoria da Inteligência Multifocal. Ele escreveu sobre aquele que dividira a história ao meio: Jesus Cristo. Desejava conhecer como esse personagem protegia sua emoção, como gerenciava seus pensamentos e como ele estimulava a arte de pensar. Depois de analisar criteriosamente os relatos bíblicos, algo incrível aconteceu. Ele que era um exímio ateu, decidiu torna-se um cristão sem fronteiras, pois percebeu que a psicologia podia provar que Cristo foi um personagem real. Os princípios que regem a personalidade do Mestre dos mestres estão além do imaginário humano. Assim, ele publicou o livro “Análise da Inteligência de Cristo”. O livro foi um sucesso estrondoso, não devido a sua grandeza como escritor, mas à grandeza do personagem que descrevia. A partir disso, outros livros surgiram e o sonho de se tornar um cientista da psique humano fora realizado. O nome desse grande autor é Augusto Cury, com mais 12 milhões de vendidos no Brasil e também publicados em mais de 40 países.
Da história acima podemos tirar as seguintes lições:
1) O sucesso tem pouca relação com a inteligência e está muito mais associado a capacidade do indivíduo adiar suas recompensas. Segundo pesquisas realizadas pelo Dr. Richard Davidson, neurocientista da Universidade de Winsconsin-Madison, “as notas na escola, a pontuação no vestibular, representam menos para o sucesso na vida do que a capacidade de cooperar, de regular as emoções, de adiar a satisfação e de se concentrar.” O exemplo acima mostra que, mesmo com tanto brilhantismo, Augusto Cury teve que persistir mais de 20 anos para realizar seus sonhos.
2) A metodologia para publicar livros adotada por augusto Cury – ou seja, a de enviar os originais pelo correio para uma editora –, não é mais a única maneira de se publicar uma obra. Hoje em dia, o autor pode submeter seus originais pela internet. Ao digitar “envio de originais” no Google, serão mostradas inúmeras opções de editoras que aceitam receber o arquivo eletrônico da obra por e-mail para análise. Outra forma de publicar a obra é fazê-lo por meio de uma prestadora de serviço, como uma gráfica, no entanto é preciso investir financeiramente na obra. A outra de se publicar, mas sem gastar nada, é armazenar o original (em pdf) em sites especializados em publicar livros por encomenda, como por exemplo, o site do Clube de Autores e o Amazon.com. Onde quem paga pela publicação é o cliente interessado na obra.
3) Por mais inteligente que seja uma pessoa ela precisa persistir obsessivamente para alcançar seus objetivos. Se ela permitir que sabedoria divina atue em sua vida, assim como fez Augusto Cury ao escrever sobre a inteligência de Jesus, os resultados de seu sucesso serão ainda mais consistentes.
"Assim como os céus são mais altos do que a terra, também os meus caminhos são mais altos do que os seus caminhos; e os meus pensamentos, mais altos do que os seus pensamentos.” (Isaías 55:9)
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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

DESPERTE SUA AGUIA INTERIOR

Se você ficou sem seu emprego talvez seja hora de despertar sua águia interior e experimentar algo novo.

Um rei foi presenteado com dois filhotes de águias. Imediatamente, ele contratou um treinador de animais para ensina-las a voar. Depois de vários meses, o instrutor disse ao rei que uma das águias foi bem educada, mas não sabia o que estava acontecendo com o outra que, desde que havia chegado ao palácio,  não saía do galho. Ainda tinha que levar a comida diariamente a ela. O rei chamou diversos curandeiros, especialistas em aves, mas nenhum pode fazer o pássaro voar. Desesperado, ele emitiu um decreto proclamando uma recompensa para quem fizesse o animal voar. Na manhã seguinte, o rei viu o passaro voando em seu jardim.
– Traga o autor deste milagre! Ordenou o rei.
Apareceu diante dele um simples camponês. O rei perguntou:
– Como você conseguiu fazer aquela águia voar? Você é um mago? Um curandeiro? Algum tipo de mestre em aves? 
– Nada disso meu rei – disse sorrindo o homem. – Eu só cortei o galho que ela estava. Assim, ela ficou sem nenhuma outra alternativa senão levantar voo.

Ano 2015. Nunca antes na história do Brasil tantos bons profissionais foram demitidos. Ao que parece, as empresas adotaram como único critério para enxugar seu quadro de pessoal o montante dos salários, encargos sociais e benefícios, sem considerar o valor que estes profissionais agregam a organização. Desde o início do ano, 1,2 milhões de pessoas extremamente capacitadas, dedicadas e apaixonadas pelo que faziam foram desligadas de seus empregos. Mas o que mais impressiona nesse fato é que tudo aquilo que foi difundido ao longo dos últimos anos nos meios acadêmicos e empresariais, principalmente pelos “gurus” da administração, por revistas e websites especializados em RH, coachs e celebridades do mundo empresarial, parece não fazer mais sentido. Como entender que pessoas brilhantes, delicadas, ótimos profissionais, diretores, gerentes, coordenadores, analistas, assistentes, supervisores, líderes, motoristas, conferentes, separadores, etc. foram (e estão sendo) demitidos!

A fábula das duas águias nos ensina uma lição muito importante: se uma águia fica sem seu galho, ela sempre encontra um jeito de voar. A crise tem feito muitas pessoas se reinventarem, fazendo a roda da economia girar de uma forma totalmente criativa, gerando emprego e alcançando um sucesso igual ou superior aquele que tinham enquanto empregados.

Numa transfusão, quem doa ou perde até 30% de seu sangue, pode recuperar-se e voltar ao mesmo estado de saúde em que era anteriormente, de igual forma, as empresas que perderam seus melhores funcionários também podem se recuperar, pois os que permanecem se desenvolvem e aprendem com os novos desafios. O mercado por sua vez, que recebe mais gente qualificada, também acaba se recuperando com a injeção de gente talentosa na economia. É por isso que nenhum país deixou de existir por causa de uma crise. Pelo contrário, eles se revolucionam (como a França), eles se desenvolvem (como o Japão) ou se reinventaram (como os Estados Unidos em suas inúmeras crises). 

Aqueles que decidem empreender deverão ter resiliência, persistência e todas aquelas outras palavras que se encontram nos livros do Augusto Cury, mas além disso também deverão obter experiência, que só pode ser obtido por meio do fracasso. Segundo o SEBRAE, as maioria das empresas que chegaram ao sucesso, passaram em média 3,8 vezes pela falência e insistiram por, pelo menos,  5 anos. Como diria Nelson Mandela: “Impossível é tudo aquilo que não se tenta”. Ou como afirmou Michael Jordan: “Você erra 100% das bolas que não arremessa.”

Portanto, caso você tenha tido "seu galho cortado",  não se feche para novas experiências e nem se limite a um único meio de conseguir seu sustento. A capacidade humana em criar meios de gerar recursos é praticamente infinita. E o mais interessante é que cada pessoa possui uma gama exclusiva de dons e talentos, que uma vez aperfeiçoados, são os diferenciais que podem gerar renda. Diz-se que a cada 20 ideias que temos, uma vale 1 milhão de dólares. A Disneylândia e a Microsoft foram ideias  que surgiram em meio a crises e que hoje valem muito mais que isso. Assim, se você não consegue mais encontrar um novo emprego quem sabe seja a hora de você criar um para você mesmo e para os outros. Se você esperou e o barco não veio, construa a sua própria canoa. Ao invés de se preocupar em sair do buraco, esforce-se para chegar ao topo da montanha.

Wallace D. Wattles diz em seu livro A Ciência para Ficar Rico: "os pobres não precisam de dinheiro, os pobres necessitam de inspiração". Então inspire-se. Você não precisa competir com ninguém para sair da crise, você precisa criar. As crises existem para que a humanidade se torne mais criativa. Em chinês ela é formada por dia palavras, a primeira é "perigo" e a segunda é "oportunidade".

Segue algumas oportunidades que estão em alta:

1) Segundo Robert Kiosaky, o marketing de rede é o negócio do século. Mary Kay, Up!, Hinodi, Vimi Naturales, Forever, etc. são exemplos de empresas que trabalham com marketing de rede, ou seja, as pessoas ganham por divulgar seus produtos.

2) O mercado de produtos digitais tem feito muitas pessoas prósperas trabalhando pela internet.

3) Segundo Justin Herald, os diferenciais que fazem um negócio próprio prosperar são preços, serviços, credibilidade e referências de um grande cliente.

4) Boas ideias sempre encontram bons investidores. Henry Ford, Wall Disney, Coronel Sanders e Soichiro Honda, semelhante a muitos grandes empresários, não tinham dinheiro para montar seus negócios, mas tinham uma grande ideia na cabeça, o que fez que as pessoas apostassem nelas.

5) Outra ideia é fazer parcerias. Napoleon Hill e Dale Carnedgie fizeram parcerias com instituições em suas épocas. Isso deslanchou suas carreiras como escritores e palestrantes.

6) Até mesmo trabalhos voluntários geram resultados a longo prazo. Empresas e até universidade americanas têm dado oportunidades para aqueles que possuam alguma atividade voluntária registrada no currículo. A estratégia é válida para qualquer serviço que dado gratuitamente. Dê uma amostra de seu talento ao mundo, a vida recompensa 3x mais.

Hoje, 99% das empresas presentes no país são constituídas pelos pequenos negócios, ou seja 8,9 milhões de micro e pequenas empresas, que são responsáveis por 27% do PIB, geram 52% dos empregos com carteira assinada e pagam 40% dos salários da população. Portanto, oportunidades não faltam, faltam águias capazes de saírem de seus galhos em busca de novos horizontes.

"Mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças; subirão com asas como águias... " (Isaías 40:31)

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domingo, 29 de novembro de 2015

PENSE COMO UM MESTRE

Seu nascimento foi um milagre, pois ele fora concebido no ventre de uma virgem, sem qualquer conjunção carnal. Seu pai era carpinteiro e sua mãe era doméstica. Nas ruas de Nazaré onde brincava, ele teve uma infância simples, mas feliz, cercada com muito amor de sua família. Seu pai sabia da importância das atividades na infância, o que de uma forma geral torna as crianças mais inteligentes e sábias, e lhe mostrou o valor do trabalho, ensinando-lhe uma profissão. Sua mãe o instruiu nos valores das sagradas escrituras, o que o tornou num hábil conhecedor dos preceitos divinos. Assim, aos 12 anos, ele conseguia manter uma discussão em alto nível com os grandes mestres da lei de sua época. Apesar de não ter feito uma faculdade, sua dedicação aos estudos era impressionante. Ele cresceu em sabedoria, estatura e graça e, aos 30 anos, iniciou seu ministério. Passou 40 dias de fome e sede no deserto. Em meio ao doloroso teste, não cedeu a tentação do inimigo de abdicar de sua missão, e prosseguiu dedicando sua vida integralmente à Deus. Mais tarde, no encontro com seu primo João Batista, ele foi batizado por imersão nas águas e consagrado à nobre missão de tornar-se o “cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Para cumprir com esse propósito, ele formou uma equipe composta por 12 homens de diversas profissões. Homens falhos, incultos e imaturos, mas que estavam dispostos a lutar. Especialistas em RH aconselham que, no momento do recrutamento devem-se contratar as pessoas "prontas" para a vaga a ser preenchida. O orador e consultor Jim Rohn escreveu: “não mande seus patos para uma escola de águias. Quer saber o motivo? Porque não vai dar certo. Pessoas competentes são descobertas, e não transformadas. Elas podem tomar a iniciativa de mudar, mas você não conseguirá mudá-las. Se você deseja se cercar de gente competente, é preciso descobrir primeiro.” Ele poderia escolher os grandes mestres e doutores de sua época para fazê-los discípulos, mas foi ousado o suficiente para que, em três anos e meio, transformasse aqueles homens em verdadeiros líderes. Durante esse tempo, ele os ensinou a orar, a pregar, a serem humildes, a não buscar seus próprios interesses, a levar esperança aos corações carentes, a terem entusiasmo, a amar o próximo como a eles mesmos e a trazer cura espiritual a outras pessoas. Ele foi mais que um líder, foi um mestre, e mostrou que era sim possível “transformar patos em águias”. Sua história comprovou que a verdadeira grandeza do homem reside na sua capacidade de levar outras pessoas ao sucesso. Ele trabalhou arduamente pela humanidade junto com eles e, ao final, foi traído por um deles. Ele foi acusado de criminoso por dizer que era filho de Deus. Como um cordeiro levado ao matadouro, foi sacrificado numa cruz, cujo propósito divino era a salvação da humanidade. Ele ressuscitou e ascendeu ao céu. Mesmo ausente, seus discípulos continuaram trabalhando e formaram mais seguidores, até fundarem a maior religião do mundo, com mais de 2,6 bilhões de adeptos: o cristianismo. O nome deste grande mestre é Jesus, cujo nome quer dizer “Salvador”. Por seu exemplo de liderança, Ele também é considerado o maior CEO de todos os tempos! CEO na linguagem corporativa significa Chief Executive Officer, ou Diretor Executivo.

A medida que uma pessoa ascende profissionalmente numa organizacão, ela abandona, aos poucos, a velha mentalidade técnica-operacional e passa a ter uma visão mais administrativa, até finalmente obter uma mentalidade filosófica e cognitiva, ou seja, começa a pensar e agir estrategicamente como um mestre. Quando lemos citações ditas ou escritas pelos grandes CEO’s da história como Thomas Edison, Jack Welk ou Steve Jobs, percebemos neles um alto nível de sabedoria filosófica. A mesma coisa acontece quando alguém conquista o mais alto grau de formação acadêmica, o PhD (Philosophiæ Doctor), tornando-se, afinal, num Doutor em Filosofia. Dessa forma, quem chega ao topo passa a pensar como um filósofo e agir como um mestre. Mas, desde os tempos antigos, um mestre, para permanecer em desenvolvimento, precisava fazer algo mais: compartilhar seus conhecimentos com outros, ou seja, fazer discípulos. Jesus, o Mestre dos Mestres, fez isso e muito mais. Segundo o escritor Ravi Zacharias, que cresceu na cultura hindu e estudou religiões do mundo inteiro, há uma diferença fundamental entre Jesus Cristo e os outros grandes nomes da história. Ele diz: “Em todos os ensinamentos dos mestres, existe uma instrução, um modo de viver. Nao é Zaratustra quem você consulta, é Zaratustra quem você escuta. Nao é Buda que o liberta, são as Nobres Verdades que o instruem. Nao é Maomé que o transforma, é a beleza do Corão que o lisonjeia. No entanto, Jesus não somente ensinou ou expôs Sua mensagem. Ele era a Sua própria mensagem.”.  

Jesus jamais afirmou ser um líder religioso e nunca se envolveu com políticas religiosas ou promoveu agressivamente suas causas, além de atuar quase sempre fora de locais religiosos. Sua eficácia como um grande líder e mestre está nos resultados que produziu ao longo da história e pode também ser mensurado na vida de seus discípulos.

1 - Simão Pedro nasceu em Betsaida, mas residia em Cafarnaum, na Galiléia. Ele tinha pouco estudo, era impulsivo, tímido, explosivo e entendia com dificuldade os ensinamentos de Cristo. Chegou a negar Jesus três vezes. O grande Mestre transformou-o em um líder admirável. Pedro tornou-se num influente pregador e foi o primeiro a levar o evangelho à poderosa Roma. Ali foi perseguido e condenado a morte. Por sentir-se indigno de morrer como seu Mestre, pediu ao seu carrasco para que o crucificasse de cabeça para baixo. Muitos religiosos o consideram como o primeiro papa.

2 –André também era de Betsaida. Era sócio de seu irmão Pedro na indústria da pesca. Foi um homem que prezava pela sua habilidade relacional e popularidade. Foi quem apresentou Pedro à Jesus. O grande Mestre tornou-o num grande líder, fazendo uso de seu talento comunicativo. Ele foi um dos primeiros missionários a levar as boas-novas à temida Grécia. Morreu martirizado em Acássia, onde pregou. Foi crucificado em uma cruz em forma de “X’’.

3 – Tiago, filho de Zebedeu, era de Betsaida, onde trabalhava com pesca. Tinha uma personalidade forte e ambiciosa. O grande Mestre transformou-o em um grande líder na Judéia. Alguns relatos históricos relatam sua passagem também pela Espanha. Ele foi perseguido e condenado a morte. Conta-se que seu carrasco ficou tão comovido com sua profissão de fé que revelou a todos que era cristão. Diante disso, o carrasco também foi condenado. Ambos foram decapitados no ano 36 d.C., morrendo pela espada de Herodes Agripa I. Alguns afirmam que seu corpo teria sido transportado para Santiago de Compostela, na Espanha, um lugar que posteriormente tornou-se palco de grandes peregrinações. É o famoso “Caminho de Santiago”.

4 – João também era de Betsaida e trabalhava com seu irmão Pedro na pesca. Ele era indisciplinado e intolerante. Ele e seu irmão Tiago eram chamados filhos do trovão. Depois do encontro com o Mestre ele tornou-se num grande líder e trabalhou em Jerusalém, Éfeso, Ásia Menor e, possivelmente, na Turquia. Escreveu o evangelho e as epístolas que levam seu nome, e também o Apocalipse. Ele também foi perseguido e condenado, mas, de acordo com a tradição, depois de ter sido lançado em um caldeirão cheio de azeite fervente, foi milagrosamente salvo e saiu ileso. Morreu de morte natural, provavelmente com 100 anos de idade na cidade de Éfeso.

5 – Felipe, nascido em Betsaida, provavelmente exercia a profissão de pescador. Era tímido e distraído. Depois de seu encontro com o grande Mestre, teve um brilhante ministério na Ásia Menor, tornando-se um grande líder na Grécia e também na Frigia. Foi sepultado em Hierápolis, depois de morrer crucificado ou apedrejado.

6 – Bartolomeu era de Caná da Galiléia, sua profissão é desconhecida. Ele era irônico e debochado. Mas depois de seu encontro com o Mestre ele tornou-se num verdadeiro líder, levando o evangelho a Índia e na Armênia. De acordo com historiadores, ele foi esfolado vivo pelos Bárbaros e recebeu o golpe de misericórdia através da decapitação.

7 – Tomé, originário da Galiléia, onde era pescador por profissão. Era uma pessoa determinada, mas era incrédulo e descrente na possibilidade da ressurreição de Cristo. Jesus o tornou num grande líder, que levou corajosamente o evangelho a Síria, Pérsia e Índia. Sobre sua morte há duas versões, uma diz que foi traspassado por uma flecha enquanto orava, e a outra, é de que foi torturado próximo a Madras.

8 – Mateus era de Cafarnaum, onde trabalhava como cobrador de impostos. Devido a sua profissão, ele era visto de forma desconfiada por parte dos discípulos. Depois do encontro com o Mestre, ele tornou-se num grande líder e trabalhou em prol do evangelho na Judéia, no Egito, na Etiópia e na Pártia. Além disso, escreveu o evangelho que leva o seu nome. Segundo alguns livros, Mateus foi decapitado. Outras fontes afirmam que Mateus foi apedrejado e queimado na Etiópia.

9 - Tiago, filho de Alfeu, era originário da Galiléia, sua profissão é desconhecida. Era o mais jovens dos apóstolos. Provavelmente por ser irmão de Jesus, era vaidoso e autoconfiante. Jesus, contudo, o tornou num grande líder na Palestina e no Egito. Escreveu a epístola que leva o seu nome. Há duas versões sobre sua morte, uma é que os judeus o expulsaram do templo e o apedrejaram, morrendo por fim através de um golpe de paulada. A segunda hipótese é de que ele foi crucificado no Egito.

10 - Judas Tadeu nasceu na Galiléia. Sua profissão também é desconhecida. Era bastante temeroso e um pouco incrédulo. Depois de seu encontro com o Mestre ele escreveu a epístola que leva o seu nome. Tornou-se num grande líder que levou as boas-novas à Síria, Arábia, Armênia e Mesopotâmia. Ele morreu por volta do ano 70 d.C. , na Pérsia, martirizado com golpes de porretes, lanças e machados.

11 - Simão, o Zelote, era originário da Galiléia. Sua profissão também é desconhecida. Era uma pessoa que vivia o extremismo judeu e era demasiadamente zeloso. Depois de aprender com seu Mestre, tornou-se num grande líder e pregou o evangelho na África do Norte, Espanha e Bretânia, chegando a Ásia Menor. A partir daí, provavelmente viajou com Judas Tadeu para Mesopotâmia e Síria. Seu martírio por crucifixão teria sido já em idade avançada durante o império Trajano.

12 – Judas Iscariotes nasceu na Judéia, provavelmente em Queriote-Hesrom. Era provável que tivesse uma formação administrativa, que fez com que exercesse o cargo de tesoureiro do grupo. Era egoísta, ambicioso e possuía um espírito egocêntrico. Mesmo depois de passar anos na companhia de Cristo, ele não permitiu a si mesmo ser transformado pelo Mestre. O resultado disso foi seu trágico suicídio após ter traído Jesus.

Jhon Wesley orava: “Senhor daí-me almas para salvar”. Wesley levou o evangelho a mais ou menos um milhão de pessoas e assim registrou seu nome na história. Essa é a essência da grandeza, ser como Jesus, levando esperança ao mundo. Esse grande Mestre prometeu um dia voltar e recompensar com a vida eterna aqueles que o aceiarem como Salvador e trabalharem na salvação de outras pessoas.

“E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo como testemunho a todas as nações, e então virá o fim”. (Mateus 24:14)

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sábado, 21 de novembro de 2015

LIDANDO COM JOVENS DIFÍCEIS

Baseado na leitura de centenas de livros segue aqui 11 dicas de como lidar com crianças e adolescentes difíceis:

1 - Não bata de frente. Em geral, as pessoas se tornam mais resistentes quando alguém demonstra que quer mudá-las;

2 - Ao invés de dar lições de moral, conte história de sua vida ou de outras pessoas que façam o jovem pensar. As histórias são muito mais poderosas que dados ou informações.

3 - Elogie-o e abrace-o se ele começar a progredir, diga que tem orgulho dele.  Experiências comprovam que o reforço positivo é 7x mais eficiente que os castigos.

4 - Não queira modela-lo e nem compara-o com os outros. Isso o deixará mais revoltado.

5 - Passe o máximo de tempo com ele. Leve-o para passear, tomar sorvete, assistir um filme (tente entrar no mundo dele); quando estiver conversando espelhe sua fisiologia, ou seja, imite sutilmente sua forma de falar, sua respiração, a posição dos braços, como cruza as pernas, etc. Isso gera empatia.

6 - Não dê dinheiro ou presentes se quiser ganhar aproximação. Isso só o torna mais egoísta. Já está comprovado cientificamente que tempo e experiências são mais importantes que o dinheiro. Recompensas materiais só são recomendaveis para retribuir conquistas  (um trabalho bem-feito, uma aprovação em determinado exame, um diploma, etc).

7 - Faça-o ter uma experiência dolorosa ou prazeirosa naquilo que você deseja mudar. Por exemplo: se quiser livra-lo das drogas, leve-o para um centro de recuperação para ver os drogados. Se quiser tirá-lo da criminalidade ou torná-lo mais obediente leve-o a uma cadeia para conhecer a realidade dos criminosos. Se quiser motiva-lo a estudar, ser um médico ou advogado ou outra profissão, leve-o a algum consultório ou escritório para conversar com esses profissionais.

8 - Dê atividades pra ele. Isso vai torná-lo mais disciplinado. Passe aos poucos sem sobrecarrega-lo. Grandes gênios da história ajudavam os pais na infância. Benjamin Franklin trabalhava com os pais na fábrica de sabão. Abraham Lincoln era lenhador e Jesus era carpinteiro.

9 - Faça-o ler livros. Lance o desafio de ler um livro por semana e fazer resumo do mesmo. Isso vai aumentar a inteligência dele em 100%.

10 - Pondere o uso das mídias sociais. O uso de celular e PCs para esse propósito  vicia o cérebro e o faz perder massa branca tornando-o parecido com o cérebro de um drogado.

11 - Ore por ele. Abrace-o mais. Faça-o sentir que se importa com ele. Pegue um papel e escreva a vida que deseja para ele. A oração e as palavras escritas possuem poder profético.

"Ensina a criança no caminho em que deve andar, e mesmo quando for idoso não se desviará dele." (Proverbios 22:6)

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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

TENHA PERGUNTAS FORTALECEDORAS NA MENTE

Por ser de descendência judia, os nazistas invadiram a casa de Stanislaw Lee, prenderam a ele e toda sua família. Foram conduzidos como gado, embarcados num trem, e enviados para o infame campo de extermínio de Auschwitz. Seus pesadelos mais terríveis nunca poderiam prepará-lo para ver toda a família fuzilada diante de seus olhos. Como poderia sobreviver ao horror de ver as roupas do filho em outra criança, porque o filho morrera numa câmera de gás? Mas, de alguma forma, ele continuou. Um dia, contemplou o pesadelo ao seu redor, e confrontou uma verdade inevitável: se permanecesse ali por mais um dia sequer, também morreria. Tomou a decisão de que precisava escapar, e de que a fuga devia ocorrer imediatamente! Não sabia como, apenas sabia que tinha de escapar. Durante semanas, perguntara aos outros prisioneiros: “Como podemos escapar deste lugar horrível?” As respostas pareciam ser sempre a mesma: “Não seja tolo! Não há escapatória! Formular tal pergunta só servirá para torturar sua alma. Limite-se a trabalhar com afinco, e rezar para sobreviver.” Mas ele não podia aceitar isso — e não aceitaria! Tornou-se obcecado pela idéia de fugir, e mesmo quando as respostas não faziam qualquer sentido, continuou a se perguntar, muitas e muitas vezes: “Como posso fugir? Tem de haver um meio. Como posso sair daqui, vivo, saudável, hoje?” A Bíblia diz: "buscai, buscai e achareis". E por algum motivo, naquele dia ele obteve sua resposta. Talvez fosse a intensidade com que formulou a pergunta, ou talvez fosse o seu senso de certeza de que “agora chegou o momento”. Ou talvez fosse apenas o impacto de focalizar de forma incessante a resposta a uma pergunta veemente. Seja qual for o motivo, o poder gigantesco da mente e espírito humano despertou naquele homem. A resposta surgiu através de uma fonte improvável: o cheiro repulsivo de carne humana em  decomposição. A poucos passos do lugar em que trabalhava, ele viu uma enorme pilha de cadáveres, na traseira de um caminhão — homens, mulheres e crianças que haviam sido retirados da câmara de gás. Em vez de perguntar “Como os nazistas podem ser tão cruéis? Como Deus pode permitir uma coisa tão monstruosa? Por que Deus fez isso comigo?”, Stanislaw Lee fez uma pergunta diferente. Perguntou: “Como posso usar isso para escapar?” E, no mesmo instante, ele obteve a resposta. Ao final do dia, quando o grupo de trabalho voltava para os alojamentos, Lee escondeu-se atrás do caminhão. Numa fração de segundo, quando ninguém olhava, tirou as roupas, e se meteu na pilha de cadáveres. Fingiu que estava morto, permanecendo absolutamente imóvel, mesmo quando mais tarde foi quase esmagado, ao jogarem mais cadáveres por cima dele. O cheiro fétido de carne em decomposição o envolvia por completo. Ele esperou e esperou, torcendo para que ninguém percebesse que havia um corpo vivo naquela pilha da morte, torcendo para que mais cedo ou mais tarde o caminhão saísse dali. Ouviu finalmente o som do motor do caminhão sendo ligado. Sentiu o caminhão estremecer. E naquele momento, no meio dos mortos, sentiu um brilho de esperança. Depois de algum tempo, o caminhão parou com um solavanco, e despejou sua macabra carga — dezenas de mortos, e um homem vivo fingindo ser um cadáver — numa enorme cova, aberta fora do campo de extermínio. Lee permaneceu ali por horas, até o anoitecer. Quando teve certeza de que não havia ninguém por perto, saiu da montanha de cadáveres, e correu nu por setenta quilômetros, até alcançar a liberdade. Qual era a diferença entre Stanislaw Lee e tantos outros que pereceram nos campos de concentração?

A resposta está na pergunta que não saia de sua cabeça: "como faço para fugir daqui?"

Se você se sente preso a uma situação indesejável, a uma dívida, a um relacionamento desgastante, a falta de emprego, etc. Mude o foco e ao invés de se perguntar: "Por quê eu?" Pergunte a Deus e a si mesmo: "de que forma ou posso sair dessa situação? Como faço para resolver esse problema?" Mantenha perguntas fortalecedoras na mente, reflita nelas o tempo todo, pois como diria Anthony Robbins, "as perguntas são as resposta".

"Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á." Mateus 7:7

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SEJA CONVICTO

Qualquer pessoa que use um computador deve conhecer essa marca: “Microsoft.” O que a maioria das pessoas não sabe é que Bill Gates, o co-fundador dessa companhia, não era apenas algum gênio, mas uma pessoa que entrou em ação sem quaisquer referências para apoiar sua convicção.  Gates nasceu em uma família de classe média de Seattle. Seu pai era advogado de grandes empresas e sua mãe foi professora da Universidade de Washington e diretora de bancos. Gates e as suas duas irmãs frequentaram as melhores escolas particulares de sua cidade natal. Ele participou do Movimento Escoteiro ainda quando jovem. Foi admitido na prestigiosa Universidade Harvard, mas abandonou os cursos de Matemática e Direito no terceiro ano para dedicar-se ao seu grande sonho.

Trabalhou na Taito com o desenvolvimento de software básico para máquinas de jogos eletrônicos até seus 16 anos. Também trabalhou como pesquisador visitante na University of Massachusetts, quando com 17 anos, desenvolveu junto com Paul Allen um software para leitura de fitas magnéticas com informações de tráfego de veículos, em um chip Intel 8008. Com esse produto, Gates e Allen criaram uma empresa, a Traf-o-Data, porém os clientes desistiram do negócio quando descobriram que os donos eram muito jovens.

Eles ainda desenvolveram um interpretador da linguagem BASIC para um dos primeiros computadores pessoais a serem lançado nos Estados Unidos - o Altair 8800. Após um modesto sucesso na comercialização deste produto, Gates e Allen fundaram a Microsoft. Quando Bill soube que IBM estava desenvolvendo algo chamado de “computador pessoal” que precisava de um software BASIC, ele a procurou e prometeu que entregaria esse programa, embora não o tivesse na ocasião. Depois que assumiu o compromisso, ele tinha de encontrar um jeito. E foi exatamente nessa capacidade de criar um senso de certeza que estava a sua verdadeira genialidade. Muitas pessoas eram tão inteligentes quanto Bill, mas ele foi corajoso o suficiente para dizer que seria capaz entregar um produto que nunca existira até aquele momento. Depois de se comprometer, ele foi a uma pequena empresa que havia desenvolvido o sistema para o processador da Intel e decidiu comprá-lo, pagou cerca de US$ 50 mil, personalizou o programa e vendeu-o por US$ 8 milhões, mantendo a licença do produto. Ao comprometer-se consigo mesmo e com os outros, ele empenhou-se por encontrar um meio de cumprir suas promessas. Não foi sua genialidade, mas a sua certeza e convicção que fizeram dele um dos homens mais ricos do mundo.

Se você almeja o êxito, saiba que o maior de todos os ingredientes que você tem a disposição para conseguir isso está dentro de você: a fé! Sem a certeza de que suas metas darão certo, seus planos ficarão a mercê das circunstâncias, pois o sentimento de que algo dará errado enfraquece a mente e bloqueia nossos maiores recursos internos. Segundo especialistas, as probabilidade de uma pessoa se atingir seus objetivos são as seguintes:

• Ouvir uma ideia: 10%
• Decidir adotar uma ideia: 25%
• Decidir quando realizar: 40%
• Planejar como realizar: 50%
• Comprometer-se com os outros: 65%
• Estabelecer um compromisso e relatar resultados para os outros: 95%

Veja esse outro exemplo: durante milhares de anos, as pessoas mantiveram a convicção de que era impossível para um ser humano correr a milha (1,6 km) em menos de 4 minutos. Em 1954, no entanto, Roger Bannister rompeu essa imponente barreira de convicção. Ele se lançou a realizar o “impossível” não apenas pela prática física, mas também por ensaiar constantemente o evento em sua mente, rompendo a barreira dos quatro minutos tantas vezes, com tanta intensidade emocional, que criou referências vívidas, as quais se tornaram uma ordem incontestada ao sistema nervoso para produzir o resultado. Muitas pessoas não percebem, no entanto, que o aspecto mais importante de sua conquista foi o que fez pelos outros. Em toda a história da raça humana, ninguém jamais conseguira correr a milha em menos de quatro minutos; mas um ano depois de Roger romper a barreira dos quatro minutos, 37 outros corredores também o fizeram. Sua experiência proporcionou-lhes referências bastante fortes para criar um senso de certeza de que também poderiam “fazer o impossível”. E no ano seguinte, 300 outros corredores conseguiram realizar a façanha!

Se você deseja chegar bem longe, realizar sonhos, alcançar o topo de seus objetivos, tenha certeza de que irá conseguir. Afinal, como diria André Gide: “A convicção que se torna verdade para mim... é a que me permite o melhor uso de minha força, o melhor meio de acionar minhas virtudes.”

“Tudo é possível ao que crê” (Marcos 9:23)

Harpa de 1000 Cordas

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

OBTENHA IMPERMEABILIDADE EMOCIONAL

Era uma vez um pato que estava nadando num belo lago que ficava dentro das dependências de um parque municipal. Ele ia de um lado para o outro, flutuando sobre as límpidas águas daquele lugar. À beira daquele lago, estava uma esponja (dessas que usamos para lavar louça) que, assentada sobre a grama, observava com atenção os movimentos daquele pato. O pato percebeu que a esponja não tirava seus olhos dele e de vez em quando acenava em sua direção.
Desejando saber o que esponja queria, o pato se aproxima e pergunta:
- Olá, em que posso ajudar?
-  Oi, seu pato, sou a dona esponja. Eu tenho uma dúvida e queria que o senhor me ajudasse.
- Diga, por favor.
-  Como foço para flutuar sobre as águas igual a você?
- Na verdade, não sei, dona espoja. Só sei que entro na água e flutuo.
-  É tão simples assim?
- Sim.
- Será que eu consigo fazer o mesmo?
- Não sei. Por quê você não tenta?
- Infelizmente hoje não posso. Eu não trouxe minha roupa de banho.
- Tudo bem, assim que você estiver disposta a entrar na água, me fale, que vou lhe ajudar.
- Ok, obrigada.
Eles se despediram. O pato foi nadar e a esponja foi pra sua casa.
Dias depois a esponja chega ao lago vestida com roupa de banho, trazendo consigo uma bóia, preparada para flutuar igual ao pato. Ela procura por ele, mas não o encontra.
- Vou esperar um pouquinho. - ela pensa.
Depois de duas horas de espera, a esponja decide entrar na água dentro de sua bóia, sem a ajuda do pato. Chegando lá no meio do lago ela experimenta pular na água para ver se consegue flutuar. No entanto, a natureza da esponja é absorver todo o líquido a sua volta. Assim, ela começa a afundar rapidamente. Desesperada, ela grita por socorro. Já sem fôlego, ela imediatamente começa a submergir.
Quando está próxima do fundo, alguma coisa a segura pelas costas. É o seu amigo pato, que a puxa para fora da água e a carrega até a beira do lago. Depois de alguns segundos desacordada, a esponja abre os olhos.
- O que houve? – pergunta.
- Você quase morreu afogada. – responde o pato. – mas ouvi seu grito e fui ligeiramente ao seu encontro.
- Muito obrigado meu amigo. Devo a você a minha vida. O que posso fazer para lhe retribuir?
- Você não me deve nada, minha amiga.
- Não há nada realmente que eu possa fazer?
- Relaxa. Não precisa. Fica na paz.
- Então deixa eu te dar um abraço?  - pede a esponja.
- Sim. Com certeza.
A esponja se aproxima e abraça o pato. Depois de abraça-lo, a esponja percebe que alguma coisa gordurosa, que estava nas penas do pato, ficou nela.
- Credo! O quê essa coisa oleosa que você tem nas suas penas? – pergunta a esponja.
- Eu não sei. – responde o pato. – Só sei que toda vez que tento limpar minhas penas esse óleo sai de minha glândula uropigial, que fica localizada por de trás de minha calda, e passo essa secreção oleosa no meu corpo. Interessante que, sempre que faço isso, me sinto mais limpo, mais leve.
-  Limpo? Leve? Que nada. Fazendo isso você fica com suas penas toda gordurosa.
- E o que você sugere?
- Sugiro um banho com sabão e detergente.
- Como assim?
- Você está falando com a pessoa certa. Eu sei o que é limpeza. Trabalho com isso o tempo todo. Se quiser ficar limpinho de verdade, deixe-me cuidar de você. Será minha retribuição por ter salvado a minha vida.
- Então OK, dona esponja. Vá em frente.

A esponja toda animada, trás sabão, detergente, uma mangueira dágua e começa a lavar o pato. Depois ela trás uma toalha e um secador de cabelo. E, com muita dedicação, enxuga o pato e o seca. Meia hora depois o pato está branquinho, sequinho e cheiroso.
- Pronto! Isso que é limpeza. – diz a esponja tocando as penas macias e sequinhas do pato.
O pato, muito feliz pelo resultado, agradece a esponja e entra no lago. Mas algo estranho acontece. Ele começa a afundar e gritar por socorro. A esponja entra em pânico e clama por ajuda, mas infelizmente ninguém aparece, e o pato agonizante, morre afogado. Agora a esponja lamenta a morte do seu amigo pato, sem compreender que seu trágico fim, deve-se ao fato dela ter tirado de suas penas a secreção oleosa que dava impermeabilidade às mesmas e lhe fazia flutuar sobre as águas.

Segundo pesquisas, logo abaixo da cauda do pato está localizada a glândula uropigial, que produz a secreção oleosa que salva o pato de sair encharcado de cada mergulho. Ele retira cuidadosamente o óleo com o bico e o espalha por todo o corpo. Se alguém lavar um pato com água e sabão, ele se afogará no primeiro mergulho. Mas o pato não é a única ave privilegiada com esta proteção. Praticamente metade das aves possuem a tal glândula uropigial.

Dos fatos acima podemos tirar as seguintes lições:

1 - O padre e escritor João Carlos Almeida, diz em seu livro “Como Liderar Pessoas Difíceis” que, ao lidar com pessoas complicadas, é fundamental que desenvolvamos um mecanismo de proteção parecido com o do pato. Não podemos ser como as esponjas, que absorvem tudo ao redor, mas impermeáveis como o pato. Nosso grande erro é permitir que as críticas e sentimentos negativos atinjam nossas emoções e bloqueiem nossos recursos internos. Isso não significa que devemos nos tornar surdos e cegos à opinião de outras pessoas, mas que devemos aprender a filtrar o que é realmente importante para o nosso crescimento. 

2 – A história mostra que aqueles que mudaram os rumos da humanidade tiveram que enfrentar duras críticas até alcançarem seus objetivos. Franklyn Delano Roosevelt foi duramente criticado por cobrar impostos mais rígidos dos ricos, mas conseguiu êxito como líder da nação americana em dois períodos extremamente difíceis da história: a depressão de 1929 e a segunda guerra mundial de 1945. Noé sofreu críticas durante 120 anos enquanto construía a arca, mas sua impermeabilidade emocional o tornou capaz de construir uma arca impermeável ao dilúvio. Moisés foi outro que suportou grande pressão enquanto conduzia mais de um milhão de israelitas no deserto, mas sua capacidade de se fazer de surdo diante das murmurações do povo foi o que lhe possibilitou tornar-se um grande líder.

3 – Ao nos revestirmos do óleo do espírito, podemos evocar o máximo de nossos recursos interiores para resolver problemas, e assim flutuarmos diante das turbulências. Mas quando agimos como “esponjas”, absorvendo todos os estímulos negativos ao redor, bloqueamos nossos recursos interiores.  A criatividade dá lugar ao medo, o raciocínio dá lugar a escassez de idéias, e nos tornamos imponentes diante das situações.

4 - Diante de um grande desafio, não dê ouvidos as perturbações, não tire os olhos de seu alvo. Do contrário, você se tornará como Pedro que, ao desviar seus olhos de Jesus, acabou se afundando nas águas.

"Disse-lhe ele: Vem. Pedro, descendo do barco, e andando sobre as águas, foi ao encontro de Jesus. Mas, sentindo o vento, teve medo; e, começando a submergir, clamou: Senhor, salva-me. Imediatamente estendeu Jesus a mão, segurou-o, e disse-lhe: Homem de pouca fé, por que duvidaste?" (Mateus 14:29-31)

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sábado, 24 de outubro de 2015

ANCORE EM SUA MENTE UMA PERSONA VITORIOSA

Segundo um dos grandes criadores da psicanálise moderna, Carl Gustav Jung, todo o indivíduo apresenta aos outros uma personalidade que, muitas vezes, é muito diferente da verdadeira. A isso ele chamou de persona, que é um termo que está em formação desde os anos 60, mas que já era usado desde o império romano, que significa literalmente "máscara", para indicar um "personagem" em uma performance teatral. Na prática, persona são as "máscaras sociais" que todos usamos quando estamos desempenhando um status social, como um emprego ou profissão. Ao longo da vida, muitas personas são usadas e podem ser combinadas a qualquer tempo, como na família, na escola, na universidade ou na empresa em que trabalhamos. Afinal, situações diferentes requerem atitudes distintas. Assim, costumamos nos comportar de acordo com as expectativas das outras pessoas.

Desenvolver uma persona viável é uma parte vital para se preparar para a vida. No entanto, Jung alertava para os riscos de alguém integrar-se completamente as suas personas, ou seja, quando o Eu se identifica excessivamente com a persona, fazendo com que a esse indivíduo se se distanciasse de sua real personalidade.

Desenvolver as personas é fundamental para a saúde mental, porém é igualmente importante o equilíbrio, saber qual máscara usar, de acordo com o meio no qual estamos inseridos. Mas a grande vantagem de se usar as personas é que, além da capacidade de adaptação ao meio social, ela nos ajuda a conquistar aquilo que desejamos. É o que veremos a seguir.

Desde a idade de 12 ou 13 anos, um garoto sabia que queria ser diretor de cinema. Sua vida mudou quando, aos 17 anos, numa tarde deu um passeio pelos estúdios da Universal. O passeio não incluía os locais de gravação, onde estava toda a ação. Assim, o jovem, conhecendo seu objetivo, começou a agir. Escapou sozinho para observar a filmagem de um filme real. Acabou se encontrando com o chefe do departamento editorial da Universal, que conversou com ele durante uma hora e demonstrou interesse pelas suas idéias mas não foi além disso. Para a maioria das pessoas, é aí que a história terminaria. Mas o jovem não era como a maioria das pessoas. Ele tinha poder pessoal. Sabia o que queria. Aprendeu na primeira visita e, assim, mudou sua abordagem. No dia seguinte, vestiu um terno, levou a maleta de seu pai, com um sanduíche e doces, e voltou ao local, como se pertencesse ao lugar. Passou de propósito em frente do guarda do portão naquele dia. Encontrou um trailer abandonado e, usando letras adesivas afixou seu nome acompanhado da palavra “diretor” na porta. Daí, então, passou todo o verão assumindo uma nova persona, andando junto a diretores, escritores e editores, aprendendo com cada conversa, observando e desenvolvendo seu senso de observação sobre o que é importante para fazer cinema. Com a idade de 20 anos, após tornar-se assíduo no local, o jovem mostrou à Universal um filme modesto que havia montado e ele recebeu um contrato de 7 anos para dirigir uma série para a televisão. Conseguira tornar seu sonho realidade. Ele já havia sido rejeitado na escola de cinema três vezes, mas, aos 36 anos de idade, tornou-se o mais bem-sucedido cineasta da história, responsável por 4 dos 10 melhores filmes de todos os tempos, incluindo E. T. O Extraterrestre, sendo o mais notável filme já feito. O nome desse grande fenômeno é Steven Spielberg.

Dos fatos acima podemos obter as seguintes lições:

1 – Steven Spielberg teve a flexibilidade para mudar seu comportamento para conseguir o que queria. Segundo Anthony Robbins, em seu livro “Poder Sem Limites”, todas as pessoas de sucesso assumem uma persona que lhes proporcione obter a vida que desejam.

2 – Anthony Robbins ainda diz ainda que, se algo é possível para uma pessoa, também é possível para outra. Basta observar e copiar sua forma de pensar e agir para obter resultados similares. Em outras palavras, se você deseja o mesmo êxito que alguém alcançou, estude sua biografia, reproduza sua forma de pensar e agir, enfim, seja um aprendiz dessa pessoa. Ao inserir em sua mente um persona de sucesso, você também será bem-sucedido.

3 – Steve Chandler conta em seu livro que um amigo trabalhou numa empresa como consultor e em dois anos tornou-se diretor executivo. A razão para essa rápida ascensão foi o fato de que desde o primeiro dia em ele começou a trabalhar, ele assumiu a persona de um diretor executivo. Ao pensar e comportar-se como tal, realizando mais que o esperado, ele rapidamente alcançou seus objetivos.

4 – A Bíblia está cheia de biografias incríveis, como a de Moisés, José, Neemias, Daniel, Jesus e seus discípulos. Para obter os mesmos resultados que essas pessoas tiveram em suas vidas, basta copiar suas personas.

5 – Segundo a psicóloga Susan M. Weinschenk, uma das maneiras de convencer as pessoas para que realizem algo ou mudem de comportamento, é ativar a persona associada ao que se deseja que façam. Por exemplo, quando você diz: “você que é um aluno brilhante, certamente fará essa tarefa”, “você que é profissional renomado, é obvio que irá honrar com seus compromissos”, “você, como cristão, é com toda a certeza uma pessoa honesta”, etc. Quando ancoramos uma persona na mente de outra pessoa, estamos abrindo uma janela para que ela reedite sua própria história. Foi dessa forma que Jesus corrigiu o comportamento irônico de Natanael, chamando-o de verdadeiro israelita, em quem não havia falsidade.

“Felipe achou a Natanael, e disse-lhe: acabamos de achar aquele de quem escreveram Moisés na lei, e os profetas: Jesus de Nazaré, filho de José. Perguntou-lhe Natanael: Pode haver coisa boa de Nazaré?  Disse-lhe Felipe: vem e vê. Jesus, vendo Natanel aproximar-se dele, disse a seu respeito: Eis um verdadeiro israelita, em quem não há falsidade”. (João 1: 45 – 47)

Livro A Harpa de 1000 Cordas

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

ALMEJE O VERDADEIRO TOPO

Ninguém quer fica por baixo. Se uma pessoa tiver aspirações políticas, ela sempre irá desejar a função máxima, ou seja, ser o presidente da república. Nos negócios irá querer ser o dono ou CEO de uma empresa. Poucas pessoas aspiram chegar a uma gestão mediana. Contudo, a maioria delas não chegam a ser o principal líder em uma organização. Elas irão fazer carreira em algum lugar no escalão intermediário. Mas afinal, todas as pessoas deveriam almejar o topo?

Chegar ao topo não significa chegar ao comando máximo de organização ou país, chegar ao topo significar usufruir de todo seu potencial ou talento, e encontrar sua missão de vida. Uma pessoa que encontra sua missão pode causar um impacto  maior do que se estivesse na posição máxima. Um excelente exemplo disso foi o caso do vice-presidente Dick Cheney. Ele teve uma carreira extraordinária na política: foi chefe de equipe da Casa Branca no governo do presidente Gerald Ford, teve seis mandatos no congresso de Wyoming, assumiu a Secretaria de Defesa do presidente George H. W. Bush e foi vice-presidente do presidente Bush filho. Teve todas as credenciais de alguém que poderia chegar à presidência dos Estados Unidos. Contudo, ele sabia que a posição máxima não é seu melhor papel. Um artigo na revista Time descreveu Cheney desta forma: Quando estudava no colégio, Cheney era um forte jogador de futebol, o líder da turma do último ano e um aluno acima da média. Mas ele não era a estrela... era discreto, reservado, apoiando um parceiro mais carismático, apagando incêndios quando chamado — esse foi um papel que Dick Cheney desempenhou durante toda a sua vida. Ao longo de sua notável carreira, o sucesso de Cheney resultou de sua inigualável habilidade de atuar como conselheiro discreto, eficiente e leal de líderes de alta visibilidade. Certa vez, interessou-se pela ideia de brincar em ser candidato à presidência em 1996. Mas a ideia de se colocar naquele palco(...) teria exigido uma reestruturação do DNA político de Cheney. Em vez disso, ele aceitou a oferta de trabalho na indústria, imaginando que poderia se aposentar e depois teria uma vida tranquila caçando e pescando. Mas George W. Bush tinha um plano diferente, um plano que fez Cheney voltar ao papel que ele melhor desempenha. Cheney atingiu seu potencial na posição de vice-presidente, uma posição que poucos definiriam como uma meta profissional para toda a vida. Ele foi altamente eficiente e, ao que parece, satisfeito com suas realizações. Mary Kay Hill, assistente de longa data do ex-senador Alan Simpson, que trabalhou com Cheney em Capitol Hill, afirmou: "Você o conecta, e ele trabalha em qualquer lugar. Tem uma capacidade incrível de se adaptar e atuar em qualquer ambiente." Cheney parece ser um excelente exemplo de um líder completo, alguém que sabe influenciar os outros de qualquer posição em que se encontra.


Ao exemplo de Cheney, as pessoas de grandeza não precisam aparecer para chegarem ao topo. Elas trabalham com afinco para darem o melhor de si onde estiverem e assim atingirem o seu máximo potencial. Se tiverem que chegar ao comando máximo, elas chegarão, se estiverem preparadas para isso. Foi o que aconteceu com George H. W. Bush na época em que foi vice-presidente de Ronald Reagan. Quando Ronald Reagan foi baleado, em 1981, Bush não apareceu dizendo que estaria no comando máximo da nação americana, ele simplesmente disse que, quando recebeu a notícia, a crueldade do incidente o surpreendeu, e naquele momento ele orou pelo presidente. Uma vez que Reagan estava sendo operado, Bush foi de fato o executivo interino do país, mas, deliberadamente, recuou para não colocar-se no lugar do verdadeiro presidente. Por exemplo, quando foi para a Casa Branca, Bush recusou-se a pousar no gramado sul, pois, por tradição, somente o presidente pousa ali. Quando Bush presidiu uma reunião de gabinete emergencial, ele tomou seu assento normal, e não o assento do presidente. Reagan recuperou-se e retomou suas obrigações, e ainda foi reeleito presidente em 1984. Bush estava satisfeito em ficar em segundo plano, dando o seu melhor, servindo ao seu líder e a seu país. No momento certo ele teria sua oportunidade. Ele foi o que aconteceu, quando em 1989 o povo americano o elegeu como 41º presidente dos Estados Unidos.

Na vida, a maioria das pessoas querem aparecer, almejam poder e fama. Mas a grande lição que Jesus ensinou a dois mil anos é que a verdadeira grandeza está em servir. Na Bíblia, quando a mãe de Tiago e João pediu a Jesus que em seu reino eles se assentassem um à direita e outro à esquerda, o grande Mestre perguntou se eles seriam capazes de fazer tudo o que Jesus faria pela humanidade. Ao que tudo indica, eles não tinham a mínima noção do sacrifício de Jesus na cruz. O maior homem do mundo se fez pequeno para tornar grande todos aqueles que se fizessem humildes!

“E, qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo; Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos.” (Mateus 20:27,28)

Harpa de 1000 Cordas

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

ASSUMA AS RESPONSABILIDADES

Quando Adão e Eva desobedeceram a Deus, o grande Criador procurou por Adão para saber o que havia de fato acontecido. Ao ser questionado por quê comera do fruto proibido, Adão culpou Eva. Então Deus questionou Eva e ela culpou a serpente. Apesar de Deus ter proferido uma maldição sobre a serpente, a final ele deixa claro que a responsabilidade maior pela entrada do mal no paraíso era de Adão.

Assumir responsabilidade pelos erros nem sempre é fácil, principalmente quando a falta é de alguém que está sob nossos cuidados. Geralmente, quando algo dá errado, nossa tendência natural é procurar culpados e atribuir a esses a causa do problema. Steve Hardison, um consultor Americano, foi convidado para participar de uma reunião do conselho de uma empresa para a qual daria um treinamento. O primeiro item da pauta era: “Quem é o culpado de termos um sistema de informática que nos custou 100 mil dólares e que é simplesmente um lixo?” O presidente virou-se para um dos vice-presidentes e disse:
– Joe, a culpa é toda sua!
Joe responde rapidamente:
– Não, é não. Eu não escolhi as especificações. Quem fez isso foi o John!
– Ei, espere um minuto – disse John. – eu não escolhi o fornecedor. Quem fez isso foi a Rose.
– Não foi bem a minha decisão. – justificou-se Rose. – eu apenas recomendei a você!
E assim as pessoas na reunião passaram a “batata quente” adiante pela sala inteira. Então Hardison fez um gesto para o presidente e interrompeu a conversa.
– Eu sou o responsável pelo problema. – anunciou Hardison.
– O quê? –retrucou o presidente. – Nem sequer sabemos que você é! Por quê está dizendo uma coisa dessas?
– Bem, – disse Hardisom – alguém precisa assumir essa responsabilidade.
– Ah, sim – concordou o presidente.
Uma vez que Hardisom assumira a responsabilidade corajosamente pelo sistema de informática, ele pôde liderar a discussão sobre como resolver o problema. Se os membros da empresa estavam atrás de um culpado, então estavam satisfeitos por tê-lo encontrado. A partir daí estava mais fácil resolver o problema.

Uma pessoa que busca a grandeza, um verdadeiro líder, não apresenta desculpas ou justificativas para seus fracassos, ele assume responsabilidades. É sempre mais fácil resolver algum problema a partir do fracasso do que a partir das desculpas.

“Quem sabe que deve fazer o bem e não o faz, comete pecado”. (Tiago 4: 17)

Harpa de 1000 Cordas

terça-feira, 6 de outubro de 2015

USE DO PODER DO HÁBITO

Lyndon Duke é um reconhecido mentor e treinador de produtividade nos negócios de uma grande empresa de consultoria americana. E conta que, durante muitos anos, sua autoestima estava baixa e que ele lamentava diariamente pelas condições de seu bagunçado apartamento. Morava sozinho, e apesar de ser um ativíssimo gênio dos negócios, trabalhando longas datas, com alegria, não conseguia manter sua casa limpa. Dizia a si mesmo que era indisciplinado e desorganizado. Em suma, sua mente acusava-o de desmazelado.  Finalmente ele chegou à conclusão de que algo lhe faltava: uma rotina. Só isso! Ele tinha força de vontade, bom caráter e autocontrole, mas não tinha uma rotina. Então criou uma. Passou a dedicar 20 minutos todas as manhãs para arrumar as coisas. As segundas-feiras, enquanto o café ficava pronto e os ovos fritavam, ele arrumava a sala. As terças, o quarto. Às quartas, a cozinha. As quintas, o corredor. Às sextas, o escritório. E no fim de semana, por 20 minutos fazia uma faxina mais pesada no cômodo que quisesse. No início ele achava aquilo incômodo, esquisito e pouco natural, que provavelmente não continuaria com aquelas atividades, mas que tinha prometido a si mesmo uma experiência de 90 dias e depois ficaria livre para abandoná-la se quisesse. Mas depois de muita persistência, ele atualmente realiza essas tarefas com tanta naturalidade que ele nem lembra se fez ou não.

A história acima registrada no livro “100 Maneiras de Motivar as Pessoas”, de Steve Chandler, demostra que muitos de nossos problemas profissionais e pessoais podem está relacionadas a simples falta de um hábito que nos induza a fazer algo com regularidade. Santiago Ramón y Cajal, resume o poder da força do hábito na seguinte frase: “Todo homem pode ser, se assim se propuser, escultor de seu próprio cérebro."
Conta-se que um menino que era o pior esquiador de seu grupo de amigos - tão lerdo que as vezes nem o chamavam pra esquiar – decidiu frequentar aulas de esqui. Todo fim de semana ele acordava bem cedo para ir à montanha. Em pouco tempo não só teve bons resultados, como superou seus amigos. Começou a se envolver em competições até chegar a ser um esquiador olímpico de alto nível. Hoje, já adulto, ele diz: "sou um mestre no esqui agora, mas quando comecei eu era um perfeito desastre."
Portanto, jamais esqueça:
◆ Segundo pesquisas, nosso corpo aprende o tempo todo. Células possuem memórias e nosso DNA sofre constante alterações por conta de nossos hábitos.
◆Na natureza, se algo deixa de crescer, também deixa de viver.
◆Até há pouco tempo pensava-se que modificar e automatizar um hábito exigia 21 dias, mas um estudo recente de Jane Wardle, do University College de Londres, publicado no European Journal of Social Psychology, afirma que para transformar um novo objetivo ou atividade em algo automático, de tal forma que não tenhamos de ter força de vontade, precisamos de 66 dias.
◆ Se você deseja vencer, vá até a "montanha" todos os dias. É a repetição que leva a excelência. Como diria a filosofia Master Mind: "eu não temo um homem que pratica 10.000 golpes diferentes, eu temo o homem que já praticou 10.000  vezes o mesmo golpe."


“Em tudo seja você mesmo um exemplo para eles, fazendo boas obras. Em seu ensino, mostre integridade e seriedade;” (Tito 2:7)

Livro A Harpa de 1000 Cordas